Adutora do Agreste Potiguar é um projeto fundamental para garantir a segurança hídrica no estado do Rio Grande do Norte. Iniciado dentro da programação do Caminho das Águas, este empreendimento foi visitado pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, em 21 de maio. A Adutora do Agreste Potiguar, gerida pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), busca ampliar o abastecimento hídrico para 38 municípios da região, beneficiando diretamente aproximadamente 510 mil pessoas.
Os investimentos na Adutora do Agreste Potiguar superam R$ 515 milhões, demonstrando o compromisso do Governo Federal com a infraestrutura hídrica do Nordeste. A obra possui uma extensão total de 171 quilômetros e uma capacidade de captação de 890,94 litros por segundo, sendo considerada uma das principais iniciativas para o fortalecimento da segurança hídrica no semiárido.
A relevância da Adutora do Agreste Potiguar se estende além do abastecimento de água. Durante sua visita, Waldez Góes enfatizou que a segurança hídrica está intimamente ligada ao desenvolvimento regional, onde garantir o acesso à água, energia, saúde e educação é vital para combater as desigualdades sociais. Ele ressaltou que esses recursos devem ser vistos de forma interconectada, reafirmando a importância da Adutora do Agreste Potiguar para a inclusão social.
Este investimento está alinhado com a estratégia maior do Governo Federal, que busca expandir a segurança hídrica ao longo do Nordeste. De acordo com o ministro, a transposição do Rio São Francisco teve como objetivo atingir 12 milhões de pessoas, mas hoje já impacta sobre 20 milhões de brasileiros. No Novo PAC, a água é uma das prioridades, com R$ 33 bilhões a serem investidos até 2027, sendo a maior parte destinada ao Nordeste.
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, confirmou a importância da Adutora do Agreste Potiguar para o estado, lembrando que a presidência de Lula foi essencial para o início da transposição e, consequentemente, para o abastecimento de água em diversas regiões. A presença do ministro também reforçou o compromisso do governo federal com as demandas do Nordeste.
Fátima Bezerra destacou ainda a importância do diálogo institucional para o avanço da infraestrutura hídrica no estado. Em 2023, o Governo Estadual fez apelos ao Ministério para aceleração do sistema adutor do Seridó, e atualmente ele está em fase de conclusão. Essa colaboração demonstra o compromisso do governo com as necessidades do povo potiguar, de forma a facilitar o acesso à água potável.
A presidente da Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA), Larissa Rêgo, também mencionou a importância da articulação entre os diferentes níveis de governo para a viabilização da Adutora do Agreste Potiguar. Com o projeto sendo um grande desafio, o trabalho conjunto entre o ministério, a esfera federal e estadual representa um avanço significativo, permitindo a entrega da obra ainda este ano.
O secretário de Infraestrutura Hídrica da Casa Civil, Irani Braga Ramos, destacou que a Adutora do Agreste Potiguar foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) logo após a conclusão do projeto executivo. Ele se comprometeu em monitorar de perto o cronograma, assegurando que a população tenha acesso à água de qualidade expeditamente.
A Adutora do Agreste Potiguar é uma iniciativa que reflete o compromisso do Governo Federal em promover segurança hídrica no semiárido. Neste sentido, a ampliação da infraestrutura hídrica não só assegura água potável, mas também propõe um desenvolvimento regional sustentável e melhoria na qualidade de vida da população.