Plano Brasil Sem Fome é uma importante iniciativa que visa combater a fome no Brasil e promover a segurança alimentar. Com a recente implementação de políticas econômicas e sociais, cerca de 26,5 milhões de brasileiros saíram da fome, refletindo um avanço significativo na luta contra a insegurança alimentar. Através da integração de ações entre diversos ministérios, o plano busca não apenas fornecer alimentos, mas também ampliar a renda das famílias mais vulneráveis.
A estratégia do Plano Brasil Sem Fome combina esforços do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e envolve a articulação entre a sociedade civil e os 24 ministérios que compõem a Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan). Essa abordagem integrada ajuda a entender a fome como um fenômeno social complexo, ligado à pobreza e às desigualdades.
Em 2025, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) confirmou que o Brasil saiu do Mapa da Fome. Esse resultado é um reflexo direto das políticas adotadas durante o triênio 2022-2024, onde a insegurança alimentar grave atingia apenas 3,2% dos domicílios brasileiros, ou seja, cerca de 6,5 milhões de pessoas. Em um contexto onde, em 2022, 33 milhões de cidadãos enfrentavam a fome, o progresso é imenso.
Valéria Burity, secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, destaca que a reinstituição do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e a ativa participação da Caisan foram fundamentais para a realização do plano. O governo priorizou o combate à pobreza e a promoção da segurança alimentar.
“Estes resultados são frutos de um esforço conjunto e multidisciplinar. O Brasil Sem Fome não é apenas um conjunto de ações isoladas, mas uma estratégia integrada que reconhece o amplo espectro que influencia a fome: salários insuficientes, desigualdade de acesso a alimentos e a fragilidade das redes de proteção social”, ressalta Burity.
Com o aumento da renda familiar e o fortalecimento dos programas sociais, muitos brasileiros despertaram para novas oportunidades. Um exemplo é Ivan Olivera, cuja vida mudou após receber benefícios do Programa Bolsa Família. Ivan conseguiu um emprego pelo Programa Acredita no Primeiro Passo e ajudou sua família a se reerguer, mostrando como o Plano Brasil Sem Fome impacta diretamente a vida dos cidadãos.
O Plano Brasil Sem Fome possui três eixos principais: primeiro, o acesso à renda; segundo, a segurança alimentar e nutricional; e por fim, a mobilização da sociedade civil no combate à fome. O primeiro eixo é crucial, pois almeja erradicar a pobreza extrema, criando oportunidades de inserção nos programas sociais para pessoas em insegurança alimentar.
Em 2023, o aperfeiçoamento do Programa Bolsa Família ampliou o acesso às famílias em necessidade, e um novo mecanismo assegurou benefícios mesmo com o crescimento da renda. No período de 2023 a 2025, ações do programa auxiliaram cerca de 20,7 milhões de famílias, injetando mais de R$ 434,7 bilhões em recursos.
O segundo eixo do plano foca na produção alimentícia e na garantia do direito à alimentação. Fortalecendo a agricultura familiar com o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), foram realizadas 1,7 milhão de operações, promovendo renda e segurança alimentar.
Além disso, entre 2023 e 2025, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) doou centenas de toneladas de alimentos para milhares de organizações, beneficiando agricultores familiares, povos indígenas e tabelando substancialmente a segurança alimentar em diversas regiões do país.
Por último, o terceiro eixo promove a articulação e a mobilização social no combate à fome. Com 2.243 municípios aderidos ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), o país avança em identificar e atender as famílias vulneráveis de forma efetiva.
Ao chegar à segunda fase do Plano Brasil Sem Fome, o governo se compromete a identificar e atender diretamente as pessoas que ainda vivem em situação de fome, priorizando locais críticos. A colaboração entre diferentes serviços públicos e a sociedade civil será vital para garantir que nenhuma pessoa passe fome novamente no Brasil.