Cultura é o que nos ensina a ser revolucionários. Ao participar da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a força e a resistência da cultura brasileira. Neste evento, realizado em Aracruz (ES), Lula afirmou: “A educação nos ensina, mas a cultura nos faz revolucionários”. Essa frase ecoa a importância da cultura como motor de transformação social e identidade nacional.
A 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, que acontece após um hiato de 12 anos, é um marco na valorização da diversidade cultural do Brasil. De 19 a 24 de maio, Aracruz se torna o palco de uma celebração cultural que reúne mestres, coletivos, e representantes da sociedade civil. Lula exalta a nossa capacidade de fazer música, literatura, teatro, dança e cinema, ressaltando que somos admirados mundialmente por nossa riqueza cultural.
Esta edição da Teia é histórica, pois ocorre pela primeira vez em um território indígena, que abriga os povos Tupiniquim e Guarani. É uma demonstração clara de que a Cultura Viva continua a ser uma política pública vital para a valorização das práticas culturais e da identidade brasileira, afirmando que a cultura deve ser sempre uma prioridade. Lula declarou: “cultura contará sempre com políticas públicas que lhe ajudem a exercer seu potencial simbólico e econômico”.
A história da política pública de Cultura Viva começou há 22 anos. Lula lembra que, no início de seu primeiro mandato, foi criada uma estrutura que reconhece a produção cultural dos diversos territórios do Brasil, do Pampa à Amazônia. Essa iniciativa inspirou países na América Latina e Europa, levando à formação do IberCultura Viva.
Além de ressaltar a cultura, a Teia Nacional também tematiza questões sociais, como o combate ao feminicídio e a importância da proteção das mulheres. A primeira-dama, Janja Lula da Silva, pediu a todos os presentes que se unissem na luta contra a violência contra a mulher, enfatizando a necessidade de promover um ambiente seguro e igualitário para as mulheres no Brasil.
Durante o evento, o presidente Lula assinou dois decretos importantes. O primeiro deles cria a Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares, dedicando-se a reconhecer e proteger as culturas em todas as suas formas. Isto representa um avançar significativo no compromisso do governo com a valorização da cultura.
O segundo decreto reestrutura o Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), um órgão consultivo que atua na fiscalização e controle social das políticas culturais no Brasil. Este conselho será essencial para garantir que as políticas públicas continuem a atender às demandas e necessidades das comunidades culturais.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, também fez importantes anúncios, incluindo regulamentações que fortalecem a Rede Nacional de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares. Isto assegura que sabedoria e tradições sejam reconhecidas e preservadas. O programa Festejos Populares do Brasil será uma nova plataforma para promover e fomentar as festas tradicionais do calendário nacional, essenciais para celebrar a cultura regional.
Com 22 anos de experiência e 16 mil pontos de cultura em todo o Brasil, a política Cultura Viva continua demonstrando seu valor. Lula afirmou que, mesmo durante períodos desafiadores, os Pontos de Cultura se mantiveram ativos, testemunhando a vitalidade do cenário cultural brasileiro.
Além disso, o evento também anunciou a ampliação dos MovCEUs, uma rede de equipamentos culturais itinerantes. Novas unidades culturais serão espalhadas por mais de 500 localidades, garantindo que todos os brasileiros tenham acesso à cultura, independentemente de onde estejam.
Por fim, a Teia Nacional dos Pontos de Cultura não só celebra a diversidade cultural do Brasil, mas também reafirma o compromisso do governo federal com a proteção e promoção das artes e da cultura. Com ações concretas e uma visão clara de futuro, a Cultura se reafirma como um pilar fundamental na construção de um Brasil mais inclusivo e justo.