exame FIT é a nova abordagem adotada pelo SUS para a detecção precoce do câncer de intestino. O Ministério da Saúde (MS) anunciou que o Teste Imunoquímico Fecal, mais conhecido como exame FIT, será o protocolo nacional de rastreamento para homens e mulheres assintomáticos na faixa etária entre 50 e 75 anos. Essa mudança é um passo significativo para ampliar o acesso à prevenção e à detecção precoce do câncer colorretal, que é o segundo tipo mais comum de câncer no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma.
A adoção do exame FIT permite que mais de 40 milhões de brasileiros possam participar desse importante processo de triagem. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a previsão é de que entre 2026 e 2028 sejam registrados anualmente cerca de 53,8 mil novos casos de câncer colorretal. Portanto, um exame eficaz como o FIT é essencial para interceptar esses casos em estágios iniciais, onde as chances de tratamento bem-sucedido são muito maiores.
O exame FIT é um teste de fezes que busca detectar pequenas quantidades de sangue oculto, que podem ser indícios de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou mesmo câncer no intestino. Ao contrário dos testes de sangue oculto anteriores, que eram menos específicos, o exame FIT utiliza anticorpos para identificar sangue humano, o que melhora a precisão e a sensibilidade do resultado.
Toda a logística do exame FIT é simples e prática. O paciente recebe um kit para coleta em casa, o que facilita a realização do teste sem a necessidade de deslocamentos complexos. Após a coleta, o material é enviado para um laboratório para análise. Se o teste detectar a presença de sangue oculto, o paciente é encaminhado para exames complementares, sendo a colonoscopia o procedimento considerado o padrão-ouro para a avaliação do intestino, permitindo a visualização do cólon e do reto, além da remoção de pólipos durante o exame, evitando o desenvolvimento de lesões em câncer.
Há diversas vantagens em utilizar o exame FIT no rastreamento do câncer de intestino. Algumas das principais incluem:
– Não exige preparo intestinal: Os pacientes não precisam passar por um processo longo e desconfortável de preparação antes de realizar o exame, o que pode desencorajar a adesão a testes de rastreamento anteriores.
– Não precisa de dieta restritiva: Diferente de outros exames, o exame FIT permite que a pessoa mantenha sua alimentação normal sem a necessidade de seguir dietas restritivas.
– Pode ser feito com apenas uma amostra: A coleta requer apenas uma amostra de fezes, tornando o processo bastante acessível e simples para os usuários do SUS.
– É menos invasivo: Como se trata de uma análise das fezes, o exame não é invasivo, atendendo a uma necessidade dos pacientes que buscam confortabilidade nos exames de rotina.
– Maior adesão da população: Graças à sua simplicidade e não invasividade, a aceitação do exame FIT tende a ser maior entre a população, aumentando a probabilidade de diagnóstico precoce do câncer colorretal.
Com todas essas melhorias, o exame FIT se torna uma ferramenta vital na luta contra o câncer de intestino, um problema crescente de saúde pública. A aplicação desse exame pelo SUS representa um avanço considerável na proteção da saúde da população brasileira, e um alerta fundamental para todos que se encaixam no perfil de risco.