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Assentamentos da Reforma Agrária do Rio Doce terão retomada econômica agroecológica

28 de abril de 2026
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Reforma Agrária Agroecológica é um projeto inovador que visa revitalizar assentamentos na Bacia do Rio Doce, trazendo novas oportunidades para as comunidades locais. Coordenado pela Gerência do Rio Doce da Anater, o projeto Retomada Econômica Agroecológica destina quase R$ 50 milhões para a reestruturação produtiva desses assentamentos, focando na participação ativa das famílias na gestão dos projetos e no fortalecimento da comercialização dos produtos agroecológicos.

Nesse contexto, é importante destacar que a iniciativa foi desenvolvida em conjunto com os assentados e assentadas, tendo início no mês de abril, uma data simbólica que marca a luta pela reforma agrária no Brasil. Adriana Aranha, gerente da Anater/MDA, enfatiza a importância de fortalecer a infraestrutura produtiva e a logística dos assentamentos. Isso será feito através da aquisição de maquinário, produção de sementes e bioinsumos, além da capacitação das famílias para gerenciar e acompanhar as ações do projeto. “Queremos garantir condições adequadas para que os assentamentos possam aumentar sua produção e qualidade dos alimentos”, afirma Aranha.

Para Loroana Santana, presidenta da Anater, a reforma agrária agroecológica representa muito mais do que um aumento na produção; é sobre a reconstrução de novos caminhos sustentáveis que garantam autonomia e dignidade para as famílias assentadas. A Anater está comprometida em oferecer assistência técnica qualificada e contínua durante todo o processo, assegurando o sucesso da implementação dessas ações.

O projeto será realizado nos próximos dois anos, abrangendo 52 assentamentos que foram impactados pelo rompimento da barragem de Fundão. Essas ações foram desenhadas levando em conta o perfil único de cada assentamento e o trabalho já realizado pelas famílias, resultando em uma abordagem mais integrada e adaptada às necessidades locais. Uma das metas significativas dessa iniciativa é a produção de 3,2 milhões de mudas de árvores destinadas à recuperação de mil hectares de vegetação nativa.

Adriana Aranha também menciona estratégias voltadas para aumentar a renda das famílias, como a implementação de quintais produtivos agroflorestais, especialmente em lotes administrados por mulheres. A expectativa é que, em dois anos, 150 quintais liderados por essas mulheres estejam produzindo regularmente, com até 15 espécies diferentes em cada um. Isso pode representar um incremento de até 30% na renda dessas famílias, criando um impacto econômico significativo.

O projeto se propõe a ser uma ação de reparação e também uma alavanca para um futuro estruturante na região. César Aldrighi, presidente do Incra, apressa-se em ressaltar que esse programa não só busca a recuperação de áreas afetadas, mas também aponta para um novo modelo de desenvolvimento rural, baseado na agroecologia e na produção sustentável de alimentos.

Aldighi salienta ainda a importância do compromisso do Incra com a inclusão produtiva e a equidade de gênero, destacando a relevância de iniciativas como a dos quintais agroflorestais liderados por mulheres. Ele conclui que o projeto tem uma contribuição direta para a recuperação ambiental da região, ao produzir milhões de mudas e recompor áreas desmatadas.

A filosofia do projeto de Retomada Econômica Agroecológica é firmemente apoiada por membros do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) em Minas Gerais. Silvio Netto, coordenador do MST MG, defende que a ideia de integração é fundamental para a recuperação integral da bacia do Rio Doce. Ele reitera que, após uma década do rompimento da barragem, é essencial promover um novo modelo de desenvolvimento rural que respeite as necessidades e anseios das comunidades locais.

Iniciar esse projeto em abril é especialmente significativo, pois este mês remete a importantes datas na luta por justiça agrária no Brasil. Com um tão forte legado histórico, os assentamentos de reforma agrária na Bacia do Rio Doce são frutos de uma longa luta por direitos e dignidade das comunidades, que segue viva e atuante até hoje. O compromisso com a reforma agrária e a agroecologia é uma semente que, certamente, germinará e dará frutos para o futuro da região.

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