Crescimento econômico é um tema de vital importância para o futuro do Brasil. Durante uma sessão solene em comemoração aos 50 anos da Abraciclo, o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, enfatizou que o crescimento econômico não acontece de forma aleatória; ele depende essencialmente de ações efetivas do Estado.
Recentemente, o setor de duas rodas tem apresentado números impressionantes, estabelecendo recordes de vendas, em grande parte devido às políticas públicas implementadas pelo governo do presidente Lula. Uallace destacou que, ao observar o desempenho de outros setores, como a linha branca, nota-se que o crescimento econômico está ligado a um planejamento estratégico.
Entre 2015 e 2022, o Brasil enfrentou um período desafiador, onde a taxa média de crescimento econômico foi apenas de 0,5%. Além disso, o desemprego ultrapassou 10%, e o país voltou a registrar índices alarmantes de insegurança alimentar, com o Brasil novamente no mapa da fome. Essa situação evidenciou a necessidade de um foco em políticas que promovessem o crescimento econômico e a valorização dos trabalhadores.
O secretário ressaltou que 65% do PIB brasileiro depende do mercado interno. Isso torna imperativo que o governo implemente políticas que fortaleçam o poder de compra da população. “Se não promovemos crescimento econômico, os setores de bens de consumo duráveis enfrentarão sérios desafios”, alertou Uallace. O crescimento econômico atual, que gira em torno de 3% ao ano, é um resultado direto das ações do governo, incluindo a política de valorização do salário mínimo.
É importante notar que o crescimento econômico e social não surgem por conta de uma “mão invisível” do mercado, como alguns podem pensar. Como afirmou Uallace, “Crescimento econômico, distribuição de renda, inclusão social não acontecem pela mão invisível do mercado”. Essas questões são responsabilidade direta de ações governamentais focadas na melhoria da qualidade de vida da população.
A transição energética e a inovação tecnológica foram outros tópicos abordados por Uallace. O atual governo tem se comprometido em transformar o setor industrial brasileiro, e os resultados começam a aparecer. Com um crescimento de 3,8% previsto para 2024 e alguns setores alcançando aumentos de 20%, 30% e até 40%, está claro que as políticas proativas são essenciais para um crescimento econômico sustentável.
O setor de duas rodas, especificamente, tem demonstrado um elevado grau de adensamento tecnológico. Uallace destacou que não existem, talvez, setores no Brasil com uma cadeia produtiva tão verticalizada quanto o setor de duas rodas. A Abraciclo, como representante desse setor, simboliza a força e a necessidade de inovação e desenvolvimento para o Brasil.
Crescimento econômico, inclusão social e a distribuição de renda estão intrinsicamente ligados às ações do governo. O fortalecimento do mercado interno é fundamental não apenas para regenerar a economia, mas também para garantir um futuro melhor e mais justo para todos os brasileiros. Portanto, é crucial que continuemos a focar em políticas que favoreçam o desenvolvimento econômico, assegurando que os avanços obtidos não sejam limitados a setores específicos, mas se espalhem por toda a sociedade, promovendo o bem-estar geral.