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Na COP 15, MMA defende papel de povos indígenas e tradicionais na proteção de espécies migratórias

26 de março de 2026
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Conectividade ecológica é essencial para a sobrevivência de muitas espécies migratórias. Na 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em inglês), realizada em Campo Grande (MS), esse tema foi amplamente discutido. O chefe de gabinete e secretário nacional substituto na Secretaria de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Carlos Eduardo Marinello, enfatizou a importância dos povos indígenas e comunidades tradicionais na manutenção dessa conectividade.

Essas comunidades têm um papel fundamental na proteção dos ecossistemas, especialmente contra a ocupação ilegal e a exploração predatória do solo. Marinello destacou que os povos tradicionais possuem uma relação diferenciada com o território: “Os povos tradicionais se relacionam de forma diferenciada com os territórios e são os principais usuários diretos dos recursos naturais. A presença dessas comunidades evita a ocupação por aqueles que buscam o uso ilícito da terra, funcionando como guardiãs da conectividade.”

A conectividade ecológica também é reconhecida como uma prioridade nas políticas públicas do Brasil, conforme mencionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura da COP15. A secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel, elogiou essa estratégia Brasileira, afirmando que a incorporação do tema nas políticas é uma “grande vitória”. Essa agenda é vital, pois a interligação de ecossistemas não é apenas uma questão ambiental, mas também socioeconômica.

Por exemplo, as espécies migratórias, como as tartarugas-marinha, dependem de mares saudáveis para suas longas jornadas. Elas percorrem milhares de quilômetros até suas praias de nascimento e são profundamente afetadas por alterações ambientais. A conectividade ecológica fornece as rotas necessárias para a reprodução e a sobrevivência dessas espécies.

Além disso, a conectividade precisa ser mantida em ambientes terrestres e de água doce. Estradas, barragens e expansões urbanas frequentemente transformam áreas de conservação em ilhas isoladas que dificultam o fluxo gênico. Isso pode causar consequências devastadoras para a biodiversidade e a resiliência dos ecossistemas.

A COP15 tem como lema “Conectando a natureza para sustentar a vida”. Essa frase reflete a íntima relação entre conectividade ecológica, biodiversidade e a saúde dos ecossistemas. A conectividade ecológica é vital para não apenas a abundância e a distribuição da biodiversidade, mas também para entender como as interações entre animais, plantas e os processos ecológicos se inter-relacionam. Portanto, ao promover estratégias que destacam a importância da conectividade ecológica, podemos garantir um futuro mais sustentável para nossas espécies migratórias e o planeta como um todo.

Em conclusão, a conectividade ecológica não deve ser vista apenas como um conceito ambiental, mas como uma necessidade para a sobrevivência das espécies e a saúde dos ecossistemas. É crucial que continuemos a apoiar e fortalecer os papéis dos povos indígenas e comunidades tradicionais em nossas políticas e práticas de conservação. Com isso, poderemos assegurar que as conexões entre as áreas naturais sejam preservadas, beneficiando não só a biodiversidade, mas também as futuras gerações.

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