Investimentos no Tesouro Direto tiveram um desempenho extraordinário em março de 2026, somando impressionantes R$ 14,79 bilhões, o maior valor da série histórica. Esse aumento expressivo é resultado da confiança dos investidores em títulos do Tesouro, com 1.224.134 operações realizadas no mês.
No mesmo período, os resgates e vencimentos totalizaram R$ 11,01 bilhões, levando a uma emissão líquida de R$ 3,78 bilhões. Isso mostra que, apesar dos resgates, o interesse em investir ainda perdura, refletindo as oportunidades atrativas que o Tesouro Direto oferece.
Dentre os tipos de títulos, os que mais chamaram a atenção foram os indexados à taxa Selic, incluindo o Tesouro Selic e o Tesouro Reserva, que totalizaram R$ 7,8 bilhões, correspondendo a 52,7% das vendas realizadas. A popularidade desses títulos pode ser atribuída à sua segurança e previsibilidade em um cenário econômico volátil.
Os títulos indexados à inflação, como o Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, Tesouro RendA+ e Tesouro Educa+, tiveram um desempenho sólido, totalizando R$ 4,8 bilhões, o que representa 32,1% das operações. Esses títulos são uma ótima opção para quem busca proteção contra a inflação e um rendimento real ao longo do tempo.
Por outro lado, os títulos prefixados, que incluem o Tesouro Prefixado e o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, totalizaram R$ 2,2 bilhões, correspondendo a 15,1% das vendas. Esses produtos continuam atraindo investidores que preferem a segurança de uma taxa fixa ao longo do prazo do investimento.
Nas recompras, os títulos indexados à Selic dominaram novamente, com resgates totalizando R$ 2,7 bilhões, ou seja, 69,3% do total. Os títulos atrelados a índices de preços foram resgatados em R$ 823,7 milhões (21,1%), enquanto os prefixados somaram R$ 377,1 milhões (9,6%).
Analisando o prazo dos títulos vendidos, a maior parte das operações foi concentrada em títulos com vencimento entre 1 a 5 anos, representando 58,2% do total. Em contrapartida, os títulos com vencimento de 5 a 10 anos e os acima de 10 anos corresponderam a 20,9% cada um, o que indica que os investidores estão diversificando seus horizontes de tempo.
O estoque do Tesouro Direto, em março de 2026, alcançou R$ 234,4 bilhões, refletindo um crescimento de 3,3% em relação ao mês anterior (R$ 226,9 bilhões) e uma impressionante alta de 42,0% em comparação a março de 2025 (R$ 165,1 bilhões). Isso demonstra a crescente confiança no programa e sua importância na estratégia de investimento dos brasileiros.
Dentro desse montante, os títulos indexados por índices de preços foram os mais relevantes, somando R$ 120,9 bilhões, ou 51,6% do total. Os títulos indexados à taxa Selic ficaram em segundo lugar, com R$ 85,3 bilhões (36,4%), enquanto os prefixados somaram R$ 28,2 bilhões, com 12,0% do total.
Em relação ao perfil de vencimento dos títulos em estoque, a parcela com vencimento em até 1 ano totalizou R$ 33,8 bilhões (14,4%). Para vencimentos de 1 a 5 anos, o montante alcançou R$ 111,2 bilhões (47,4%), e os títulos com vencimento acima de 5 anos totalizaram R$ 89,5 bilhões (38,2%).
Finalmente, em março de 2026, o número total de investidores ativos no Tesouro Direto foi de 3.418.225 pessoas, uma queda em relação ao mês anterior, devido ao vencimento expressivo de títulos. No entanto, ao longo de 12 meses, o número de investidores ativos cresceu 16,0%, mostrando um crescente interesse pelo investimento em títulos do governo brasileiro.
Além disso, o número total de investidores cadastrados no programa cresceu em 288.041, atingindo a marca de 35.097.988 pessoas, o que representa um aumento de 9,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Esse crescimento é um reflexo da popularidade do Tesouro Direto e da educação financeira crescente entre os brasileiros.