segunda-feira, 5 de outubro de 2026
ELEIÇÕES 2026

Bancada feminina ocupará 109 dos 513 mandatos da Câmara após eleição de 2022

A Câmara dos Deputados terá 109 mulheres entre os 513 parlamentares eleitos em 2022. O número representa aumento de 19 cadeiras na bancada feminina em relação à composição anterior, mas os homens ainda ocuparão 404 mandatos.
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A composição da Câmara dos Deputados definida nas eleições de 2022 terá 109 mulheres entre os 513 mandatos. O número corresponde a 21,2% das cadeiras da Casa e representa um aumento de 19 deputadas em relação à legislatura anterior, que contava com 90 parlamentares mulheres.

O crescimento da bancada feminina foi de 21,1% na comparação com a composição anterior. Apesar do avanço, a maioria das cadeiras continuará ocupada por homens: serão 404 deputados, o equivalente a 78,8% do total.

O resultado das urnas altera a distribuição de gênero no plenário, mas não modifica a predominância masculina na Câmara. A diferença entre os dois grupos passa a ser de 295 cadeiras.

Mais mulheres entre os 513 mandatos

O principal dado da nova composição é a ampliação da bancada feminina de 90 para 109 cadeiras. A variação acrescenta 19 mandatos ao grupo de deputadas e faz com que as mulheres passem a ocupar pouco mais de um quinto da Câmara.

Na legislatura anterior, as 90 deputadas representavam 17,5% dos parlamentares. Com o resultado de 2022, essa participação chega a 21,2%. A mudança decorre da eleição de um número maior de mulheres para a Câmara, enquanto o total de cadeiras da Casa permanece em 513.

A proporção mostra que a presença feminina cresceu dentro da composição eleita, embora ainda corresponda a uma parcela minoritária do Legislativo. As mulheres continuarão ocupando menos de um quarto dos mandatos.

Maioria masculina permanece

Mesmo com a expansão da bancada feminina, os homens seguirão como maioria ampla na Câmara. A nova composição terá 404 deputados homens, contra 109 deputadas.

Em termos proporcionais, os homens ficarão com 78,8% das cadeiras. A diferença numérica entre as bancadas será de 295 mandatos, resultado da subtração das 109 cadeiras femininas das 404 masculinas.

A comparação entre os números permite observar duas mudanças simultâneas. De um lado, a participação feminina alcança o maior patamar registrado na composição da Câmara indicada pelo resultado eleitoral de 2022. De outro, a distribuição dos mandatos ainda mantém quatro homens para cada mulher, aproximadamente.

Assim, a eleição amplia a presença das deputadas sem produzir uma divisão equilibrada entre os gêneros. O plenário continuará formado majoritariamente por homens na legislatura seguinte.

Variação em relação à legislatura anterior

A referência para medir a mudança é a bancada de 90 deputadas existente antes da eleição de 2022. Com a escolha de 109 mulheres, o grupo passa a ter 19 cadeiras a mais.

Em porcentagem, o salto equivale a um crescimento de 21,1% no número de deputadas. Já a participação feminina no total da Câmara sobe de 17,5% para 21,2%.

Os dois percentuais expressam medidas diferentes. O crescimento de 21,1% compara o tamanho da bancada feminina antes e depois da eleição. A marca de 21,2% indica quanto as mulheres representam dentro do conjunto de 513 cadeiras da Câmara eleita.

A distinção é necessária porque o aumento no número de deputadas não significa que as mulheres tenham alcançado metade do plenário ou uma parcela próxima da maioria. O resultado representa expansão da bancada, mas a composição geral permanece masculina.

Como fica a divisão das cadeiras

Considerando o total de 513 mandatos, a distribuição será a seguinte:

  • 109 cadeiras serão ocupadas por mulheres;
  • 404 cadeiras serão ocupadas por homens;
  • as mulheres representarão 21,2% da Câmara;
  • os homens corresponderão a 78,8% dos deputados;
  • a diferença entre as bancadas será de 295 cadeiras.

Essa divisão resume o efeito da eleição de 2022 sobre o perfil de gênero da Câmara. A bancada feminina cresce em quantidade e participação proporcional, mas permanece distante de uma composição paritária.

Um novo patamar de representação

Com 109 deputadas, a Câmara alcança um novo patamar de representação feminina. O resultado supera a marca de 100 mulheres eleitas e acrescenta 19 cadeiras ao grupo que já fazia parte da Casa.

A mudança também altera a relação entre as bancadas. Antes da eleição, as mulheres ocupavam 90 dos 513 mandatos. Na composição seguinte, passam a ocupar 109. O crescimento reduz a distância numérica entre homens e mulheres, embora a diferença continue elevada.

O retrato produzido pelas urnas combina, portanto, o aumento da participação feminina com a manutenção da maioria masculina. A presença das deputadas será maior do que na legislatura anterior, mas não deixará de ser minoritária.

A nova composição também evidencia a dimensão da diferença entre o avanço percentual e a distribuição efetiva das cadeiras. A bancada feminina cresce 21,1%, mas ainda reúne pouco mais de um quinto dos mandatos, enquanto os homens concentram quase quatro quintos da Câmara.

Resultado altera proporção, não a maioria

Os dados da eleição de 2022 modificam a proporção de gênero no Legislativo, mas não a estrutura majoritariamente masculina da Câmara. O aumento de 90 para 109 deputadas reduz a distância entre os grupos, sem alterar quem ocupa a maior parte das cadeiras.

Na próxima composição, a cada cinco mandatos, aproximadamente um será de uma mulher e quatro serão de homens. A diferença de 295 cadeiras entre as bancadas permanece como o principal indicador da desigualdade numérica entre os dois grupos.

O resultado final é uma Câmara com mais mulheres do que na legislatura anterior e com a maior bancada feminina registrada até então no recorte apresentado. Ainda assim, a presença das deputadas ficará abaixo de 25% do total, enquanto os homens manterão 404 dos 513 mandatos.

Com isso, a eleição de 2022 produz uma alteração relevante no retrato de gênero da Câmara: a bancada feminina avança para 109 cadeiras e passa a representar 21,2% da Casa. A maioria masculina, porém, continua predominante no plenário.