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No Senado, ministra das Mulheres defende criminalização da misoginia

26 de março de 2026
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Misoginia é um termo que se refere ao ódio ou aversão às mulheres e sua criminalização tem sido um tema relevante nas discussões recentes no Senado. Em uma sessão ocorrida na terça-feira (24), a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, defendeu a aprovação do Projeto de Lei 896/2023, que visa alterar a Lei do Racismo para incluir a misoginia entre os crimes de preconceito e discriminação. Esta proposta é parte de uma iniciativa maior para combater as diversas formas de violência contra a mulher.

A proposta, que foi aprovada por unanimidade no Senado, surge em um momento significativo, considerando que março é o mês dedicado às mulheres. A inclusão da misoginia na legislação vigente reflete um entendimento mais amplo sobre as diversas formas de discriminação que as mulheres enfrentam no dia a dia. Com essa alteração, práticas como injúria, ofensas à dignidade e indução à discriminação motivadas por aversão às mulheres passam a ser consideradas crimes, com penas que variam de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa.

Durante seu discurso, a ministra Márcia Lopes destacou a relevância da criminalização da misoginia e a expectativa de que o projeto também seja rapidamente analisado e aprovado pela Câmara dos Deputados. Para a ministra, o combate à misoginia é essencial para garantir a dignidade e os direitos das mulheres em nossa sociedade. Ela enfatizou que a misoginia não é apenas um problema pessoal, mas estrutural, enraizado na cultura patriarcal que ainda permeia nossas relações.

A ministra observou que “todas as violências partem dessa exteriorização do ódio e da aversão às mulheres, o que reforça a importância de medidas legais mais rígidas para coibir essas práticas”. É vital entender que a criminalização da misoginia é um passo importante, mas também precisa ser complementada com uma mudança cultural e da mentalidade machista que ainda predomina em muitos segmentos da sociedade.

Além disso, a proposta de lei espera abordar também as violências digitais enfrentadas pelas mulheres. Com a ascensão das tecnologias e da internet, a violência contra as mulheres ganhou novas dimensões no ambiente virtual. A ministra ressaltou que “a violência digital é absolutamente grave e está colocada como uma frente central de enfrentamento”. O enfrentamento a essa forma de violência é parte de um esforço mais amplo do governo e do Ministério das Mulheres para garantir que todas as formas de violência, incluindo a digital, contra mulheres sejam efetivamente combatidas.

Com a expectativa de que essa proposta avance, Márcia Lopes enfatizou que o enfrentamento da misoginia envolve a participação de toda a sociedade. Isso inclui não apenas o governo, mas também a sociedade civil, para que haja uma mobilização conjunta em prol de uma transformação cultural necessária. A intenção é que, com a aprovação do projeto de lei, haja um fortalecimento das políticas públicas voltadas para a proteção dos direitos das mulheres e uma resposta eficaz às violências que elas enfrentam.

Ademais, a Minas Lopes mencionou a necessidade de uma legislação mais robusta no contexto digital, referindo-se à Lei Modelo Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Digital de Gênero contra as Mulheres, que já é um modelo internacional e serve como base para as legislações nacionais. Com esta nova proposta de lei, espera-se criar uma estrutura legal que não apenas reconheça, mas também combata efetivamente a misoginia e suas manifestações, criando assim um ambiente mais seguro e igualitário para todas as mulheres.

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