Transformar ativos públicos é o objetivo central do recente Acordo de Cooperação Técnica (ACT) assinado entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Empresa Gestora de Ativos (EMGEA). O acordo, firmado em uma cerimônia em Brasília, busca desenvolver soluções inovadoras voltadas para a destinação produtiva de ativos imobiliários que estão sob gestão pública. A ABDI, conhecida por sua atuação na política industrial brasileira, e a EMGEA, especializada na gestão de ativos, uniram forças para transformar patrimônios subutilizados em ativos com alta liquidez.nnA parceria marca um passo importante na articulação de competências entre as duas instituições. Com a troca de conhecimentos e a articulação entre diferentes interesses, a expectativa é que um número crescente de ativos públicos subutilizados encontre novas finalidades produtivas. O desenvolvimento da Plataforma Imobiliária-Industrial é uma das primeiras ações desse acordo e deverá atuar como um elo entre o patrimônio público e as demandas do setor industrial.nnA ideia é criar mecanismos que traduzam esses ativos em infraestrutura produtiva, logística e iniciativas voltadas à descarbonização. Olavo Noleto, presidente da ABDI, mencionou que o uso de tecnologia avançada, como inteligência artificial, desempenhará um papel crucial na identificação dos imóveis com maior potencial de uso produtivo. “A tecnologia e a inteligência territorial, aliadas à articulação institucional, permitirão gerar resultados concretos para o fortalecimento da indústria nacional, resultando em mais empregos e desenvolvimento econômico”, afirmou.nnA Plataforma Imobiliária-Industrial será projetada para apoiar a identificação, classificação e priorização de imóveis públicos que atualmente não têm uma destinação produtiva clara. Este sistema deverá levar em consideração diversos critérios, como localização, vocação econômica, restrições jurídicas e ambientais, além do potencial de geração de renda. O objetivo é desenvolver uma metodologia robusta que permita criar condomínios industriais e centros logísticos, entre outras iniciativas de grande relevância para o desenvolvimento regional e a transição energética.nnVandete Mendonça, gerente da Unidade de Novos Negócios da ABDI, ressalta que esta colaboração segue a lógica do programa Destrava Brasil, que foca na aceleração de investimentos através da inovação. “Os imóveis da União representam uma oportunidade de destinação para o setor industrial e podem gerar rentabilidade para a EMGEA. O uso de tecnologia, principalmente inteligência artificial, é fundamental para desbloquear essas potenciais utilizações”, ressaltou.nnFernando Pimentel, diretor-presidente da EMGEA, também destacou a importância estratégica do acordo. Segundo ele, a União possui um extenso estoque imobiliário que deve ser utilizado de maneira produtiva. O suporte da ABDI, nesse sentido, irá proporcionar os instrumentos necessários para que esses ativos sejam transformados em fontes de financiamento eficazes para políticas industriais e de desenvolvimento. Pimentel acredita que essa ação poderá gerar resultados significativos para a economia do país.nnAdhemar Palocci, diretor comercial da EMGEA, reiterou a importância institucional da união das duas entidades. Ele apontou que a experiência da ABDI em formulação de projetos de desenvolvimento, combinada com a destreza da EMGEA na administração de ativos públicos, permite a construção de projetos estruturantes que podem gerar impactos econômicos e sociais consideráveis.nnJá estão sendo identificados diversos ativos que poderão fazer parte das futuras iniciativas da parceria. Galpões logísticos, centros de distribuição e áreas de apoio a pequenas indústrias fornecedoras são exemplos de locais que podem ser revitalizados para atender as demandas do setor industrial. Uma das primeiras etapas envolvem a construção de uma metodologia para classificar esses imóveis de acordo com sua vocação econômica, potencial de uso produtivo e eficiência na gestão patrimonial.nnO programa Destrava Brasil, que visa a modernização de agências reguladoras, é um aspecto importante desse esforço maior. Com base em tecnologia avançada, esse programa busca a superação de barreiras que dificultam o desenvolvimento econômico no país. Com essas iniciativas em movimento, o Brasil pode se posicionar melhor no cenário global, utilizando seus ativos de forma mais eficaz e promovendo um desenvolvimento industrial sustentável.