Plano de Bacia do Tarumã-Açu é o tema central deste texto. Recentemente, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (Sema) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) concluíram a fase de mobilização social para o Plano de Bacia do Tarumã-Açu. O último encontro ocorreu nesta quarta-feira (14/05) e foi um marco importante na construção coletiva deste plano fundamental para a gestão dos recursos hídricos da região.
Nesta oficina participativa, realizada em um flutuante na Praia Dourada, estiveram presentes representantes do poder público, membros da sociedade civil, além de moradores e usuários diretos da bacia. A importância desse encontro reside na escuta social, vital para compreender os desafios e as perspectivas enfrentadas pelas comunidades ribeirinhas. O gestor da Assessoria de Recursos Hídricos (Asshid) da Sema, Ayub Borges, destacou a relevância da integração entre os envolvidos: ‘Hoje é mais um dia de escuta, dessa mobilização para entender os desafios e as perspectivas.’ Essa afirmação ressalta a busca por alternativas que melhorem a gestão dos recursos hídricos.
Durante a programação do encontro, foram discutidos assuntos cruciais como saneamento básico, ocupação do território e segurança hídrica. Tais temas se relacionam a preocupações com a qualidade da água, resíduos sólidos, desmatamento e a governança dos recursos hídricos. O diálogo gerado nessas oficinas permitirá a identificação de desafios e conflitos, além da construção de propostas que auxiliem na gestão sustentável da bacia do Tarumã-Açu.
O Plano de Bacia do Tarumã-Açu teve seu início em julho de 2025 e está previsto para ser concluído em janeiro de 2027. Além da Sema, o desenvolvimento do plano conta com a colaboração de órgãos ambientais e do Comitê de Bacia Hidrográfica. Essa articulação é de suma importância para que o planejamento técnico esteja alinhado com as realidades locais e as experiências das comunidades.
Os encontros promovidos por meio do Plano de Bacia do Tarumã-Açu têm o objetivo de ouvir os usuários e integrar suas experiências ao planejamento, criando um diagnóstico que realmente represente as necessidades locais. O coordenador do Plano de Bacia, Carlossandro Albuquerque, enfatiza que ‘não poderíamos jamais elaborar um plano sem fazer o diagnóstico, sem escutar as comunidades’. Essa abordagem participativa é fundamental para o sucesso da gestão hídrica.
De acordo com o presidente do Comitê de Bacia Hidrográfica do Tarumã-Açu, Jadson Maciel, as contribuições feitas durante as oficinas servirão como base para as próximas etapas, que incluirão a consolidação do diagnóstico da bacia e a definição de programas, metas e ações prioritárias. ‘O objetivo do plano é trazer a ordem’, afirmou Jadson, sublinhando a necessidade de um ordenamento eficaz que garanta a segurança e o acesso aos recursos hídricos para todos.
Como parte das próximas etapas do Plano de Bacia do Tarumã-Açu, uma audiência pública está prevista para novembro deste ano. Essa ocasião deverá oferecer um espaço adicional para discutir as diretrizes e propostas para a gestão dos recursos hídricos na região, destacando a importância da participação da sociedade nas decisões que afetam o seu ambiente.
Jadson Maciel também expressou a importância desse momento, revelando sua emoção: ‘Eu estou muito emocionado aqui. É um fato histórico pra gente.’ Esse reconhecimento destaca como cada passo na construção do Plano de Bacia do Tarumã-Açu é um passo em direção à preservação e melhoria da qualidade de vida das comunidades que dependem desse precioso recurso.