terça-feira, 29 de setembro de 2026
Mercado de Trabalho

PL 2307/2026 pode ampliar proteção para mães depois da estabilidade provisória

O Projeto de Lei 2307/2026, em análise na Câmara, prevê entrevista de alinhamento e preservação de cargo, função e jornada para trabalhadoras que retornam da licença-maternidade. A proposta ainda aguarda relator e não está em vigor.
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O Projeto de Lei 2307/2026 prevê novas medidas para proteger trabalhadoras que retornam ao emprego após a licença-maternidade. Apresentado pela deputada Denise Pessôa (PT-RS), o texto alcança empresas com 20 ou mais funcionários e ainda está em análise na Câmara dos Deputados.

A proposta não está em vigor. Para produzir efeitos, o projeto ainda precisa avançar pelas comissões da Câmara, ser aprovado pelo Congresso e seguir as demais etapas do processo legislativo.

Entrevista de retorno está entre as medidas previstas

De acordo com o texto, a empresa teria de realizar pelo menos uma entrevista de alinhamento quando a empregada retornasse ao trabalho. O encontro serviria para definir as atividades a serem desempenhadas e comunicar à trabalhadora eventuais mudanças ocorridas durante o período de afastamento.

A medida criaria uma etapa formal de retomada das atividades depois da licença-maternidade. A proposta estabelece que a conversa deve tratar tanto das atribuições da empregada quanto das alterações ocorridas na empresa enquanto ela esteve afastada.

Cargo, função e jornada deveriam ser preservados

O projeto também prevê a manutenção do cargo, da função e da jornada existentes antes do início da licença. A regra buscaria assegurar que o retorno ocorresse nas mesmas condições de trabalho mantidas anteriormente.

O texto admite mudanças em três situações: quando houver recomendação médica, por pedido expresso da trabalhadora ou mediante negociação coletiva. Fora dessas hipóteses, a proposta estabelece a preservação das condições anteriores à licença.

As regras seriam aplicadas a empresas com 20 ou mais funcionários, conforme o projeto apresentado à Câmara.

Justificativa menciona estabilidade após o parto

Na justificativa, Denise Pessôa afirma que a estabilidade provisória de cinco meses após o parto não seria suficiente para assegurar a permanência das mães no emprego.

Com a proposta, a deputada busca ampliar a proteção no período de retorno ao trabalho. O texto também prevê a inclusão expressa da maternidade entre os motivos de discriminação proibidos pela legislação trabalhista.

Assim, o projeto reúne medidas relacionadas ao retorno às atividades e à proteção contra tratamento discriminatório no ambiente profissional. As disposições, no entanto, ainda dependem da análise legislativa e não alteram as regras atualmente vigentes.

Tramitação começa pela Comissão de Trabalho

O PL 2307/2026 aguarda a designação de relator na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados. Depois dessa etapa, a proposta deverá passar pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

A tramitação pelas comissões será necessária antes das demais etapas de análise no Congresso. Somente após a aprovação legislativa e a conclusão do processo correspondente é que o texto poderá se tornar lei.

Até lá, as medidas previstas — como a entrevista de alinhamento e a preservação do cargo, da função e da jornada — permanecem propostas em discussão.

Com informações da Agência Câmara de Notícias.