Pan-Americano de Paraciclismo foi um evento marcante que ocorreu em Indaiatuba (SP), reunindo mais de 200 atletas de 14 países durante cinco dias intensos de competição. Iniciado em 25 de fevereiro, o campeonato incluiu provas de pista e encerrou-se com as disputas de resistência na estrada. Este evento não só consolidou a posição do Brasil como um destino importante para competições internacionais, mas também foi crucial para a promoção do paradesporto no país.
A presença do secretário nacional de Paradesporto, Fábio Araújo, no evento destacou a relevância do Pan-Americano de Paraciclismo no calendário esportivo. Ele enfatizou a parceria vital com a Confederação Brasileira de Ciclismo para a realização desse evento internacional. Um dos pontos altos do Pan-Americano foi garantir duas vagas para as Paralimpíadas de Los Angeles em 2028, uma para atletas masculinos e outra para femininos.
Um dos grandes destaques do evento foi a performance da campeã paralímpica Jerusa Geber. A atleta de destaque, que já brilhou no atletismo, conquistou duas medalhas de ouro nas provas de pista, além de uma medalha de prata na prova de resistência da classe B. A presença de atletas de diversas modalidades no Pan-Americano de Paraciclismo representa uma oportunidade única para eles testarem suas habilidades em diferentes tipos de competição. Isso foi realçado pelo secretário, que ressaltou a importância dessa transição de modalidades.
Nas provas de resistência, a classe MC2 apresentou um domínio brasileiro absoluto, com Edson Fernando Jorge cruzando a linha de chegada em primeiro lugar, seguido por Roberto Franco Neto e Paulo Santana dos Santos. Edson completou as 11 voltas em 1h20min57s, garantindo a medalha de ouro. Essa performance mostra a força e a competitividade do Brasil no paraciclismo.
Na categoria de handbike masculina, Eduardo Ramos Pimenta destacou-se na classe MH3, conquistando o primeiro lugar com um tempo notável de 1h53min26s. A disputa nesta categoria foi bastante acirrada, com o venezuelano Richard Leandro Espinoza Balza e o chileno Sebastian Morales Jaureguiberry ocupando o segundo e o terceiro lugares, respectivamente. O desempenho de Eduardo demonstra a crescente popularidade e a competitividade do paraciclismo no Brasil.
Por outro lado, a classe WC2 feminina trouxe desafios significativos para Sabrina Custódia, que correu uma prova marcada por dificuldades mecânicas. Apesar desses obstáculos, Sabrina alcançou a medalha de bronze, com um tempo de 1h26min31s. Sua resiliência é um exemplo da determinação presente entre os atletas do Pan-Americano de Paraciclismo, mostrando que mesmo nas adversidades, a força de vontade prevalece.
O evento também teve mérito em promover um intercâmbio cultural entre os países participantes, conforme declarado por Edilson Alves “Tubiba”, coordenador de paraciclismo da Confederação Brasileira de Ciclismo. Ele ressaltou o esforço conjunto que permitiu a realização de uma competição segura e organizada, ano após ano, elevando o nível técnico do paradesporto no Brasil.
Ao final do Pan-Americano de Paraciclismo, o Brasil encerrou a competição com uma performance impressionante no quadro geral de medalhas, alcançando a primeira posição com 29 medalhas de ouro, 29 de prata e 27 de bronze. A Colômbia ficou em segundo lugar, e o México na terceira colocação, refutando a competitividade entre as nações no cenário paradesportivo.
Assim, o Pan-Americano de Paraciclismo não apenas fez história em Indaiatuba, mas também mostrou ao mundo a força e o potencial dos atletas paralímpicos no Brasil, reafirmando o compromisso do país em apoiar o paradesporto e a inclusão social através do esporte.