Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Accept
Noticiário da Cidade
Facebook Like
Twitter Follow
Instagram Follow
Noticiário da CidadeNoticiário da Cidade
Pesquisar
  • Principal
Follow US
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Nacional

Encontro discute avanços do programa Língua Indígena Viva no Direito

15 de maio de 2026
Compartilhar

Língua Indígena Viva no Direito foi o tema central de um encontro realizado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em colaboração com a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério dos Povos Indígenas (MPI). Este evento, ocorrido em Brasília no dia 13 de maio, marcou a entrega das traduções de textos jurídicos previstos na primeira fase do programa.

O encontro reuniu um amplo espectro de participantes, incluindo instituições públicas, acadêmicos e lideranças indígenas. O objetivo principal foi discutir os avanços, desafios e perspectivas para tradução de textos jurídicos em línguas indígenas. A importância desse programa reside na sua capacidade de reafirmar a diversidade linguística como parte integral de um sistema jurídico mais acessível e plural.

O programa **Língua Indígena Viva no Direito** tem a meta de traduzir textos legais para as três línguas indígenas mais faladas no Brasil: Tikuna, Kaingang e Kaiowá. Essas traduções incluem versões da Constituição Federal e textos jurídicos essenciais que ajudam na compreensão dos direitos dos povos indígenas, como a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Marcos Matos, coordenador-geral de Direitos Indígenas do MJSP, ressaltou que a tradução da Constituição Federal é um marco significativo na proteção dos direitos linguísticos dos povos indígenas. Este trabalho é fundamental para aumentar o acesso à Justiça e garantir que os direitos dos indígenas sejam respeitados. “O Brasil é lar de pelo menos 295 línguas indígenas, o que reforça sua diversidade linguística e cultural. Este esforço ajuda a ampliar a compreensão do direito, facilitar o diálogo intercultural e garantir que os povos indígenas tenham maior acesso à Justiça”, afirmou Matos.

No prazo de pouco mais de um ano, a equipe do projeto disponibilizou 1.500 cópias das traduções para diversas comunidades indígenas. Além disso, a equipe realizou 12 visitas a comunidades dos povos Kaiowá, Tikuna e Kaingang. Esta iniciativa contou também com participação em eventos significativos, como a COP30, demonstrando o compromisso com a promoção dos direitos linguísticos indígenas.

O papel da **Língua Indígena Viva no Direito** vai além das traduções. Durante o encontro, Flavio Roman, advogado-geral da União substituto, enfatizou a importância política dessa iniciativa. Ele destacou que, ao traduzir textos legais para as línguas indígenas, o governo abre um canal de diálogo intercultural. Roman frisou que é fundamental que cada comunidade e indivíduo compreendam, em sua língua materna, seus direitos, deveres e o funcionamento do Estado.

A ex-ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, também fez parte do debate. Ela agradeceu ao governo e reconheceu a criação do Ministério dos Povos Indígenas, enfatizando que apenas um governo verdadeiramente democrático pode realizar um trabalho comprometido com a promoção dos direitos indígenas. Guajajara ressaltou as parcerias estabelecidas com outros ministérios e a importância das iniciativas de tradução promovidas pela AGU e pelo MJSP.

A próxima etapa do programa **Língua Indígena Viva no Direito** será focada na formação e capacitação das comunidades sobre a legislação nacional e internacional, além de valores sociais e culturais relevantes. As oficinas previstas para junho acontecerão nos territórios Kaiowá, Kaingang e Tikuna, visando capacitar os povos indígenas em conhecimentos jurídicos.

Esse programa exemplifica um passo importante em direção à valorização da diversidade cultural e ao fortalecimento dos direitos dos povos indígenas no Brasil. É uma iniciativa que não apenas valoriza as línguas indígenas, mas também promove o reconhecimento e a luta pelos direitos desses povos, criando um futuro mais justo e equitativo.

Assuntos Nacional
Compartilhar este artigo
Facebook Twitter Email Copy Link Print
Painel Informe Manaus de Satisfação: Gostou da matéria?
Love0
Angry0
Wink0
Happy0
Dead0

Você pode gostar também

Nacional

Cuidado com o golpe: site falso mente que Novo Desenrola Brasil cobra taxa

15 de maio de 2026
Nacional

Conexões Sicom orienta gestores federais sobre condutas vedadas no ‘defeso eleitoral’ de 2026

15 de maio de 2026
Nacional

Mutirão da Previdência e do INSS neste fim de semana tem 25 mil vagas de atendimento

15 de maio de 2026
Nacional

6,5 mil pessoas se formam em curso de educação midiática oferecido por MEC e Secom

15 de maio de 2026
Nacional

Alta conectividade vai permitir primeiras telecirurgias robóticas feitas no SUS

15 de maio de 2026
Nacional

MIDR reconhece a situação de emergência em 19 cidades afetadas por desastres

15 de maio de 2026
Noticiário da CidadeNoticiário da Cidade