Indústria naval no Amazonas é um setor vital para o desenvolvimento regional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quarta-feira, 27 de maio, de uma cerimônia que destacou o imenso potencial logístico da região e a infraestrutura da indústria naval. O evento, realizado no Estaleiro Juruá, em Iranduba, marcou o lançamento de duas novas barcaças, simbolizando um investimento robusto de R$ 1,2 bilhão financiado pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM).
Esses investimentos na indústria naval no Amazonas prometem gerar 2,6 mil empregos diretos, enfatizando a importância dessa categoria para a economia local. O projeto abrange a construção de 128 barcaças e três empurradores, com a LHG Mining liderando essa iniciativa em parceria com outros estaleiros no Brasil. Dentre as barcaças mineraleiras, 27 já foram entregues e um total de 51 estão em fase de construção.
O presidente Lula expressou sua satisfação com o trabalho realizado no estaleiro, destacando: “Estou agradecido a vocês que estão aqui trabalhando nesse estaleiro, aprendendo uma profissão… quem quiser construir balsa de qualidade, venha para Manaus”. Esse reconhecimento reforça a capacidade da indústria naval no Amazonas de atender demandas tanto regionais quanto internacionais.
Durante o evento, o ministro Tomé Franca, responsável pela pasta de Portos e Aeroportos, enfatizou que a construção e modernização de embarcações na região representa uma priorização da Região Norte do Brasil. Tomé destacou que, sob sua gestão, o financiamento via FMM cresceu significativamente, com quase R$ 90 bilhões em projetos destinados a hidrovias em todo o Brasil. Essa quantia representa um aumento de mais de quatro vezes em comparação aos quatro anos anteriores, provando que o investimento público e privado na infraestrutura nacional está em ascensão.
A indústria naval no Amazonas também presencia um projeto emblemático: o Terminal Hidroviário Manaus Moderna. Com um investimento de R$ 876 milhões do Novo PAC, esse terminal visa reestruturar a mobilidade de passageiros e o escoamento de cargas de maneira eficaz. O ministro Tomé Franca afirmou que o novo porto terá um papel crucial, funcionando como o maior porto de passageiros do mundo, e oferecerá dignidade ao transporte hidroviário de pessoas e mercadorias na região.
Localizado estrategicamente à margem esquerda do Rio Negro, próximo à Feira Manaus Moderna, o terminal será um ponto essencial para atender a demanda de transporte hidroviário, tanto para passageiros quanto para cargas. Atualmente, esse terminal opera em condições improvisadas, atendendo cerca de 1 milhão de passageiros anualmente, com a expectativa de que, em 20 anos, esse número atinja 6 milhões, conforme estudos do DNIT.
Para expandir as operações da indústria naval no Amazonas, o projeto da LHG Mining prevê a construção de 400 barcaças mineraleiras e 15 empurradores em quatro estaleiros diferentes: Juruá (Manaus/AM), Rio Amazonas (Manaus/AM), Rio Maguari (Belém/PA) e Enseada (Salvador/BA). Até o momento, 58 barcaças já estão em operação, com outras 110 barcaças e sete empurradores em várias etapas de produção e transporte. O término da construção está planejado para 2028, com um investimento total de R$ 4,1 bilhões.
Por fim, o Terminal Hidroviário Manaus Moderna incluirá uma infraestrutura compatível com as mais altas demandas operacionais. Com capacidade para receber embarcações de diferentes portes, o terminal contará com áreas dedicadas a passageiros e cargas, além de diversos serviços de apoio. Após a conclusão, espera-se que o terminal atenda até quatro mil visitantes diariamente, promovendo um fluxo eficiente e seguro de transporte na região.
A indústria naval no Amazonas é, portanto, um pilar fundamental para o futuro do estado, promovendo desenvolvimento, geração de empregos e tecnologia. Com investimentos significativos e um projeto inovador em andamento, a região se posiciona como referência no setor naval brasileiro.