Garimpo ilegal é um dos principais desafios enfrentados pela Terra Indígena Yanomami. Nos últimos dois anos, as operações de combate a essa atividade criminosa ultrapassaram a impressionante marca de 10 mil ações. Em abril de 2026, as ações coordenadas pela Casa de Governo se destacaram não apenas pela quantidade, mas também pela magnitude do impacto econômico, com estimativas de prejuízo de R$ 683 milhões ao garimpo ilegal.Mantendo um modelo de atuação permanente, as operações de desintrusão na Terra Indígena Yanomami (TIY) têm sido um dos pilares do combate ao garimpo ilegal. Desde março de 2024, iniciou-se uma série de ações que falharam em dificultar a logística dos garimpeiros, bloqueando as rotas utilizadas para o abastecimento e retirando o acesso a estruturas operacionais do garimpo ilegal. Foram inutilizados mais de 2.100 motores, geradores e diversas embarcações; destruições que reforçam o comprometimento do governo brasileiro em coibir as práticas de garimpo ilegal.A operação se estendeu através de fiscalizações rigorosas, que incluíram investigações em pistas clandestinas e barreiras em rotas de logística. Entre 1º e 15 de abril de 2026, a Operação Xapiri resultou na destruição de múltiplas pistas utilizadas para o garimpo ilegal, apreendendo combustíveis e prendendo garimpeiros. Tais ações demonstram a força do trabalho conjunto entre os órgãos de fiscalização e segurança pública.Não só as ações dentro da Terra Yanomami estão focadas no garimpo ilegal; os esforços também se concentram nas regiões adjacentes. O governo brasileiro implementou ações que vão desde o ICMBio até a Força Nacional, criando um cerco logístico a fim de prevenir a reestruturação de bases de apoiadores das atividades ilícitas. A análise constante das rotas utilizadas pelos invasores tem sido crucial para impedir o retorno do garimpo ilegal.A defesa ambiental não se limita apenas à fiscalização terrestre. A recente apreensão de mercúrio em Boa Vista, que totalizou cerca de 835 quilos, é um marco na luta contra o garimpo ilegal e, principalmente, na proteção dos recursos hídricos da região. A retirada desse metal altamente tóxico é essencial para evitar a contaminação de rios e garantir a segurança alimentar dos povos indígenas.A reverberação das ações contra o garimpo ilegal também se reflete em mudanças estruturais na operação. Ao longo dos últimos dois anos, uma estratégia de pressão contínua tem sido observada, resultando numa significativa redução de 98% das áreas consideradas novas para garimpo ilegal na Terra Yanomami. Essa estratégia ajudou a inviabilizar a reocupação de áreas anteriormente exploradas e diminuiu as capacidades operacionais dos invasores.Tanto a Casa Civil quanto outros órgãos federais estão focados em fortalecer o cerco ao garimpo ilegal. Com uma abordagem multi-institucional, o objetivo é garantir uma proteção integral ao território Yanomami e neutralizar a presença histórica dos invasores. Essa luta não é apenas um combate ao crime, mas uma defesa da cultura e dos direitos dos povos indígenas da região. As ações seguirão em um ritmo intensificado, buscando respostas efetivas para a erradicação do garimpo ilegal e promovendo a integridade do ambiente na Terra Indígena Yanomami.