Economia criativa é um termo que englobam as novas práticas culturais e artísticas, sendo cada vez mais importante nas relações internacionais. Recentemente, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, esteve em Pequim, China, cumprindo uma agenda estratégica que destaca a importância da economia criativa no fortalecimento das relações culturais entre Brasil e China, especialmente no contexto do Ano Cultural Brasil-China 2026.
Na primeira parte do dia, a ministra visitou a Kuaishou Technology, a caminho da promoção do uso das plataformas digitais para amplificar a presença da cultura brasileira no mercado chinês. Essa visita destacou como a economia criativa digital pode oferecer uma vitrine para artistas brasileiros, ampliando suas oportunidades de alcance em um país com mais de um bilhão de usuários de internet.
Durante a visita, Margareth teve a oportunidade de explorar os estúdios da Kuaishou e participar de reuniões com executivos que discutiram a intersecção entre economia criativa e tecnologia. A apresentação de um projeto inovador, que utiliza a imagem da capivara como símbolo cultural entre Brasil e China, exemplifica essa estratégia. O animal, que se tornara um fenômeno nas redes sociais chinesas, representa uma ponte cultural que associa leveza e bem-estar, criando um espaço para a diplomacia cultural.
Esse tipo de diplomacia é fundamental para a economia criativa, pois envolve uma conversa genuína e afetiva entre culturas. Margareth Menezes também mencionou a vinda de uma delegação de mais de 60 artistas brasileiros para reforçar essa conexão. Esse intercâmbio cultural não apenas enriquece as relações bilaterais, mas também serve como um incentivo para a criação e circulação de conteúdos artísticos nos dois países.
Leonardo Lessa, presidente da Fundação Nacional das Artes, destacou que o ambiente digital pode ser um motor para a geração de emprego e renda na cultura, e é um campo que o Brasil deve explorar com mais intensidade. A economia criativa não é apenas uma categoria de atividade econômica, mas um motor para inovação e criatividade, nas mais diversas frentes.
As reuniões promovidas pela ministra foram celebradas como importantes marcos em um projeto mais amplo de conectividade cultural. Ela destacou a boa vontade entre os países como um passo necessário para novas relações, trazendo a ideia de que a arte é um instrumento de aproximação entre os povos. Esta ideia ficou evidente durante o concerto do violonista brasileiro João Camarero no Blue Note de Pequim, que encerrou a agenda do dia.
Camarero, um dos mais destacados nomes da música brasileira contemporânea, expressou sua emoção ao se apresentar pela primeira vez na China, ressaltando o poder da música como uma linguagem universal. O repertório apresentado pelo músico abrangeu várias vertentes da música brasileira, provando que o Brasil é não somente o país do futebol, mas também o país do violão e da rica tradição musical que ele representa.
Portanto, a economia criativa demonstrou ser uma área essencial nas novas dinâmicas de intercâmbio cultural, onde a tecnologia, a arte e as relações humanas se entrelaçam para construir um futuro mais conectado e colaborativo. O fortalecimento das relações Brasil-China através da economia criativa pode gerar novas oportunidades e enriquecer ambos os países culturalmente, contribuindo para um diálogo mais profundo e significativo.
Em resumo, a visita de Margareth Menezes à China foi um grande passo em direção à construção de um laço cultural sólido entre os dois países, utilizando a economia criativa como a ponte que poderá fazer essa conexão se expandir de forma impactante nos próximos anos.