Cadastro Único é uma importante ferramenta de inclusão social no Brasil, com destaque no mercado de trabalho. Nos dois primeiros meses de 2026, mais de 81,2% das vagas de emprego geradas foram ocupadas por pessoas que estão cadastradas nesse sistema. Isso representa um total de 300.728 vagas formais, de um saldo bruto de 370.339 empregos criados, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
O Cadastro Único serve para identificar e integrar famílias em situação de vulnerabilidade, facilitando o acesso a programas sociais. O cruzamento de informações do Cadastro Único com os dados do Caged, realizado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), mostra a relevância dessa ferramenta na melhoria da empregabilidade entre os mais pobres.
O ministro Wellington Dias destaca que o governo do presidente Lula tem promovido medidas que resultaram na menor taxa de desemprego da história nacional, refletindo no crescimento do Cadastro Único. Isso se evidencia no número de admissões e desligamentos registrados no mesmo período: foram 4.620.228 admissões e 4.249.889 desligamentos no Brasil.
Analisando o perfil dos novos empregadores, é notável que as mulheres, jovens e pessoas de cor parda representam a maioria dos ocupantes das vagas. O público do Cadastro Único é predominantemente jovem, com a faixa etária de 18 a 24 anos liderando, somando 125.77 mil postos de trabalho. Esse público jovem é uma importante força de trabalho na atualidade, respondendo por 41,8% das vagas empregadas por essa população.
A escolaridade também desempenha um papel significativo, com 68,3% das pessoas que conseguiram emprego tendo concluído o ensino médio. Portanto, a formação educacional está diretamente relacionada aos níveis de empregabilidade, especialmente para os beneficiários do Cadastro Único. Empresários e formuladores de políticas devem atentar para a importância da educação na melhoria das condições de vida das pessoas assistidas por programas sociais.
Em termos de distribuição geográfica, cinco estados brasileiros: São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais, foram responsáveis por 71,6% do saldo total de empregos do Cadastro Único. São Paulo se destaca, gerando 26,7% do saldo de empregos, mostrando o dinamismo do mercado nessa região. O setor de serviços foi o principal responsável por essas ocupações, com 52% do saldo total no CadÚnico.
O Cadastro Único é, portanto, um reflexo vital da evolução do trabalho formal no Brasil. À medida que mais pessoas se inserem no mercado de trabalho através desse sistema, é crucial que haja continuidade nas políticas públicas que promovem a educação e a inclusão social. Uma sociedade mais igualitária se constrói através de oportunidades, e o Cadastro Único é um passo significativo nesse caminho.
Em resumo, os dados do Cadastro Único revelam que 81,2% das novas vagas no mercado de trabalho foram ocupadas por pessoas cadastradas, refletindo a eficácia dessa estratégia social. A ocupação de 300 mil vagas é um sinal encorajador e reflete a eficiência dos programas sociais implementados. Portanto, o Cadastro Único não é apenas uma ferramenta de registro, mas sim uma chave para o desenvolvimento pessoal e econômico de milhões de brasileiros.