Cooperativa que produz açaí no Amapá firmou uma significativa parceria recentemente. A cooperativa dos produtores extrativistas de açaí do estado do Amapá, conhecida como Amazonbai, estabeleceu um contrato com a segunda maior rede de distribuição de alimentos da China. Este contrato abrange a fornecimento de toda a safra de açaí pelos próximos cinco anos, totalizando impressionantes 15 mil toneladas do produto. A negociação foi realizada durante a Sial China, a maior feira de alimentos da Ásia, demonstrando o crescente interesse internacional pelo açaí brasileiro.
A Amazonbai pertence à Rota do Açaí, que é uma parte essencial da estratégia Rotas de Integração Nacional, promovida pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Este programa visa o fortalecimento de sistemas produtivos locais e o fomento ao desenvolvimento regional sustentável. A presença da Amazonbai na Sial China é um reflexo do compromisso dessa cooperativa e de outras cuja atuação é focada na sustentabilidade e no comércio justo.
Mais especificamente, a participação da Amazonbai e de outras sete cooperativas que fazem parte da Rota da Integração Nacional foi apoiada por um investimento de R$ 207 mil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). As cooperativas incluem a União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes Brasil), Unicafes Bahia, IPE Unicafes, Cooperativa Grande Sertão, Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (COOPERCUC) e a Cooperativa Agropecuária Regional de Palmeira dos Índios (Carpil).
A participação dessas cooperativas na Sial China também teve um impacto positivo ao promover produtos sustentáveis brasileiros para o público asiático. O presidente da Amazonbai, Amiraldo Picanço, expressou grande satisfação com a parceria internacional e o suporte do MIDR. “Que o produto da Amazonbai e das outras cooperativas da Rota da Integração possam ser distribuídos neste continente, neste mercado tão promissor. Nós queremos agradecer ao Governo Federal por apoiar as cooperativas do Brasil”, afirmou.
A ideia é que a cooperativa que produz açaí no Amapá sirva de exemplo e inspiração para outras cooperativas locais. Eles não apenas garantem a comercialização dos seus produtos, mas também criam uma rede de apoio entre os produtores, promovendo a agricultura familiar. O secretário Nacional Substituto de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial do MIDR, Edgar Caetano, ressaltou a importância do intercâmbio de produtores, mencionando que a participação na Sial 2026, que é uma das maiores feiras de alimentos e bebidas da Ásia, é um passo significativo na valorização da produção local.
“É muito gratificante ver a felicidade dos produtores que estão formalizando vendas internacionais. Alguns pensavam que seria difícil negociar seus produtos fora de seus estados, mas com o apoio do MIDR, que é uma determinação do nosso ministro Waldez Góes, eles estão conseguindo alcançar voos mais altos”, destacou Edgar Caetano.
A cooperativa que produz açaí no Amapá, portanto, não apenas participa ativamente do mercado interno, mas agora se projeta no cenário internacional. Esta nova oportunidade abre portas para um futuro promissor, onde a produção agrícola será reconhecida e valorizada em diversas partes do mundo.
A Sial China, que é a maior feira de alimentos da Ásia, ocorreu entre os dias 18 e 20 de maio de 2026 em Xangai. Nessa edição, um número recorde de 82 empresas exportadoras brasileiras participou, evidenciando a importância da inserção de cooperativas no evento. A estratégia visa ampliar o acesso dos produtos brasileiros a mercados internacionais, além de promover o reconhecimento do projeto Rotas de Integração Nacional como uma política pública eficaz para o desenvolvimento regional.
Por fim, a ação do Governo Federal em apoiar as cooperativas locais é crucial para o avanço da agricultura familiar e para a promoção de um comércio mais justo e responsável no cenário global.