Garimpo ilegal começou a ser combatido na terra indígena Yanomami entre os dias 29 de maio e 9 de junho, com a realização da Operação ‘Flecha Noturna V’. Esta operação, coordenada pelo Comando Operacional Conjunto Catrimani II e pela Casa de Governo no Estado de Roraima, teve como principal objetivo desarticular a infraestrutura logística utilizada pelos garimpeiros. Os esforços concentraram-se em eliminar pistas de pouso clandestinas localizadas nas regiões dos rios Uraricoera e Mucajaí, locais conhecidos por abrigarem atividades ilícitas.
A operação foi realizada em um ambiente desafiador, caracterizado por uma densa selva e áreas de difícil acesso, o que exigiu um planejamento rigoroso e uma execução precisa. A baixa luminosidade das noites da Amazônia tornou necessário o emprego de técnicas avançadas, incluindo infiltração aeromóvel e vigilância contínua. Um dos diferenciais dessa missão foi a utilização de equipamentos de visão noturna, que foram essenciais para a realização de manobras durante a noite, proporcionando um elemento de surpresa contra os grupos criminosos envolvidos no garimpo ilegal.
Os militares envolvidos nas incursões tiveram um papel fundamental na neutralização da capacidade de reação dos garimpeiros. Técnicas de exfiltração e navegação terrestre foram empregadas com grande habilidade para maximizar a eficiência das ações. Durante as intervenções, explosivos foram utilizados para destruir pistas e inutilizar estruturas de apoio logístico, garantindo a desarticulação total das operações ilegais. No final da operação, 6 pistas clandestinas foram destruídas e 300 kg de cassiterita foram apreendidos, além da confiscação de diversos itens, como armas, munições e equipamentos utilizados pelos criminosos.
A resposta das forças de segurança foi coordenada entre várias agências, incluindo o 7º Batalhão de Infantaria da Selva (7º BIS), o 6º Batalhão de Engenharia de Construção (6º BEC) e o Batalhão de Precursores (B Prec) do Exército Brasileiro. O transporte das tropas e equipamentos para as áreas críticas contou com o suporte aéreo de aeronaves como o C-98 Caravan e o H-60 Black Hawk, da Força Aérea Brasileira, além das contribuições do UH-15 Super Cougar, da Marinha do Brasil, e do HM-1 Pantera, do Exército Brasileiro.
A Operação Catrimani II não é apenas uma ação de combate ao garimpo ilegal, mas sim uma mobilização ampla que reúne diversos órgãos de Segurança Pública e agências governamentais. Essa colaboração é essencial para o enfrentamento efetivo dos crimes que ocorrem na terra indígena Yanomami, conforme estipulado na Portaria GM-MD nº 5.831, de 20 de dezembro de 2024. A atuação conjunta tem como intenção não apenas responder a essas atividades ilícitas, mas também prevenir o avanço de crimes ambientais e ilícitos transfronteiriços nos limites da terra indígena.
O garimpo ilegal representa uma ameaça significativa não apenas à cultura e ao modo de vida dos povos indígenas, mas também ao meio ambiente local. A operação é uma demonstração do compromisso das autoridades com a proteção dessas áreas, destacando a necessidade de ações contínuas e eficazes para eliminar a exploração ilegal em terras que devem ser preservadas. O combate ao garimpo ilegal é um passo importante para garantir a segurança e a integridade dos recursos naturais e dos povos que habitam essas regiões, assegurando que seus direitos sejam respeitados e protegidos.