Gestão de Crise é um tema crucial para a segurança pública no Amazonas. Recentemente, o governador Roberto Cidade participou da abertura da 13ª edição do Curso Plano de Gestão de Crise de Segurança nas Cidades, junto com a 1ª edição do Curso de Interagências Renarc de Abordagem Fluvial para as Forças de Segurança do Amazonas.
Essas capacitações têm como objetivo qualificar agentes das diversas forças de segurança para atuarem eficazmente em ocorrências de alta complexidade, que podem se manifestar em áreas urbanas, ribeirinhas e de selva. Durante a cerimônia de abertura, o governador enfatizou a importância da participação de todos na segurança pública, destacando que “é muito bom poder colaborar dessa forma, com dois cursos importantes realizados aqui no nosso estado”.
A segurança pública é uma missão coletiva e, com iniciativas como estas, o Governo do Estado do Amazonas reafirma seu compromisso em priorizar a segurança. A Gestão de Crise é um aspecto vital para enfrentar o crime organizado, e os cursos visam preparar os profissionais para lidar com essas situações críticas.
Os cursos são promovidos pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) através da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). O secretário de Estado de Segurança Pública, coronel Anézio Paiva, ressaltou a relevância das capacitações em relação às singularidades do Amazonas e como essas formações são fundamentais para o gerenciamento de crises de defesa territorial.
Com uma carga horária de 52 horas, as capacitações abrangem tanto aulas teóricas quanto práticas, com a etapa prática sendo realizada no último dia. Participam do curso Plano de Gestão de Crise servidores da PMAM, PC-AM, Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas e instituições como o Detran-AM, PRF, PF, Guarda Municipal, Samu e instituições bancárias.
Os conteúdos abordados nos cursos incluem técnicas de atendimento a múltiplas crises simultâneas, priorizando a preservação da vida e a manutenção da ordem pública. Essas técnicas são essenciais, considerando o aumento da complexidade das ocorrências nas cidades e áreas ribeirinhas. Além disso, os participantes aprenderão a lidar com ataques coordenados contra instituições financeiras e ações armadas em áreas urbanas.
Paralelamente, o Curso de Interagências Renarc de Abordagem Fluvial tem como foco a atuação em ambientes fluviais e ribeirinhos, preparando os policiais para situações em áreas de difícil acesso. Esse curso inclui instruções em técnicas de sobrevivência e patrulhamento fluvial, habilidades indispensáveis no contexto das operações fluviais do Amazonas.
A presença de cinco bases integradas para apoio tático e operacional demonstra um esforço do estado em fortalecer as ações das forças de segurança nos rios. Estas bases, como a Paulo Pinto Nery e as Bases Arpão, são fundamentais para a ampliação da presença do estado nas vias fluviais e para o combate ao crime organizado.
Desde 2019, o Amazonas tem investido mais de R$ 1,6 bilhão em segurança pública, com o objetivo de modernizar e integrar as forças de segurança. Esses investimentos têm gerado resultados positivos, como a redução de indicadores criminais e um aumento na produtividade das forças na apreensão de drogas e prisão de narcotraficantes.
Recentemente, o governador Roberto Cidade inaugurou um tanque tático da Companhia de Operações Especiais, além de assinar a criação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) no estado. Tais medidas são um reflexo dos esforços contínuos para fortalecer as tropas especializadas e melhorar a capacidade de resposta em operações de alta complexidade. Desta forma, a gestão de crise se torna um pilar fundamental na estratégia de segurança pública do Amazonas.