Parceria Fapeam é um assunto de grande relevância quando falamos sobre o avanço da ciência na Amazônia. Recentemente, a bióloga Maria Teresa Fernandez Piedade, que atua na Amazônia há quase 50 anos, foi agraciada com o renomado Prêmio Almirante Álvaro Alberto, na categoria Ciências da Vida. Seu trabalho no Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (Peld) tem sido fundamental para o entendimento e a preservação dos ecossistemas amazônicos.
Maria Teresa se destacou com suas pesquisas que enfocam a influência do pulso de inundação na biota local e nas interações entre espécies em áreas alagáveis. Além disso, seu foco em manejo sustentável e monitoramento dessas zonas críticas reflete a importância da Parceria Fapeam em fomentar a pesquisa na região. Ela expressou sua satisfação ao receber este prêmio: “Sendo mulher e com uma carreira desenvolvida na Amazônia, sinto uma profunda alegria, que quero compartilhar com tantas outras mulheres que atuam em pesquisa, em particular em áreas desafiadoras como as desta fascinante região.”
Um dos pontos que Maria Teresa enfatiza é a importância da criação da Fapeam, que representa um marco positivo no incentivo à ciência no Norte do Brasil. Segundo ela, o apoio da Fapeam é essencial para a produção de estudos de qualidade que possam abordar e solucionar problemas locais. A disponibilização de bolsas de estudo, financiamento para projetos e edição de editais inovadores são diferenciais que caracterizam o comprometimento da Fapeam em promover a ciência na Amazônia.
Nosso mundo enfrenta várias mudanças, especialmente nas áreas úmidas da Amazônia. As alterações no uso da terra e as mudanças climáticas estão transformando esses ambientes, e as pesquisas de Maria Teresa são fundamentais para entender esses efeitos e buscar soluções. Ela menciona que “conhecer os efeitos dessas mudanças e como saná-los é fundamental”, pois as informações geradas por seu trabalho subsidiam políticas públicas e métodos de restauração de ecossistemas críticos.
Pensando no futuro, Maria Teresa acredita que desenvolver uma sociobioeconomia eficaz envolve oferecer educação e ciência de qualidade. Como pesquisadora titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e membro dos Programas de Pós-Graduação em Ecologia (PPG-ECO) e Botânica (PPG-BOT), ela contribui significativamente para a formação de novos pesquisadores que atuarão nas áreas desafiadoras da Amazônia.
O trabalho da pesquisadora se destaca ainda mais quando consideramos a missão do Peld Mauá, do qual Maria Teresa foi coordenadora de 2013 a 2019. Sob a liderança atual do doutor em Ciências Florestais, Jochen Schöngart, o grupo busca gerar e disponibilizar informações científicas não apenas sobre o monitoramento, mas também sobre o uso sustentável das áreas úmidas amazônicas. Essa iniciativa é um exemplo claro de como a Parceria Fapeam está investindo no futuro sustentável da região.
Por fim, é importante mencionar que o Prêmio Almirante Álvaro Alberto, criado em 1981, é uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o CNPq. Este prêmio visa reconhecer e incentivar cientistas brasileiros que fazem contribuições relevantes à ciência e à tecnologia do país. Na edição de 2026, aqueles que forem premiados receberão diploma, medalha e uma quantia em dinheiro, incentivando assim a continuidade da pesquisa e valorização do conhecimento científico.
Em conclusão, a Parceria Fapeam não apenas impulsiona a carreira de Maria Teresa, mas também reforça a importância de uma rede dedicada a promover a ciência na Amazônia, essencial para enfrentar os desafios ambientais e sociais que a região enfrenta hoje.