pós-graduação na Amazônia é um tema de grande relevância nos dias de hoje, especialmente com o recente investimento da CAPES de R$ 115 milhões na região. A partir de 11 de maio, as inscrições estarão abertas para o edital da Rede de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia Legal, que visa apoiar até 36 projetos inovadores. O cronograma para apresentação de propostas vai até 2 de outubro deste ano, e a parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) promete fortalecer ainda mais essa iniciativa.
A principal meta deste projeto é fixar pesquisadores nos estados da Amazônia Legal, enquanto também se busca a criação de novas áreas de pesquisa que sejam relevantes para o desenvolvimento local. Essa estratégia envolve internationalizar a formação e a pesquisa nas instituições de ensino da região, além de interiorizar a pós-graduação na Amazônia e valorizar saberes tradicionais.
Denise Pires de Carvalho, presidente da CAPES, afirma que essa iniciativa está dentro das prioridades da agência federal de fomento. “O Norte é onde mais devemos investir para ampliar as oportunidades. Esse programa em rede será um motor para o desenvolvimento regional”, declarou.
Os estados que podem participar dessa rede incluem Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Cada estado terá a oportunidade de apresentar até seis propostas, aumentando assim as chances de êxito na captação de recursos. Os projetos aprovados terão um prazo de cinco anos para implementação e poderão receber até R$ 3,2 milhões cada, sendo um importante recurso para avançar na pós-graduação na Amazônia.
Para se qualificar, as propostas precisarão formar redes compostas por pelo menos dois estados e três programas de pós-graduação. É fundamental que um dos programas tenha notas entre 5 a 7 na Avaliação Quadrienal da CAPES, enquanto outro programa deve ter notas 3, 4 ou A (para cursos novos) e, preferencialmente, incluir um programa situado no interior da região.
Os investimentos feitos pela CAPES na região têm um foco claro: a concessão de bolsas para estudantes, tanto no país quanto no exterior, além do custeio para a compra de materiais de pesquisa. A fundação de cada estado é responsável por destinar 20% do valor total investido pela CAPES por projeto, garantindo que haja um compromisso local com o financiamento das iniciativas.
A divulgação dos resultados das propostas selecionadas será feita a partir de 15 de fevereiro, e a implementação dos projetos está prevista para iniciar em abril de 2027. Essa medida se reúne a um contexto maior, onde os investimentos da CAPES cresceram 93% na região Norte em três anos, passando de R$ 96,8 milhões em 2022 para R$ 187,8 milhões em 2025, contribuindo para a ampliação do número de programas de pós-graduação, que aumentou em 111% na região.
Portanto, a pós-graduação na Amazônia não é apenas um investimento educacional; é um passo significativo para o desenvolvimento e a valorização da pesquisa e do conhecimento tradicional na região. A CAPES tem mostrado um compromisso crescente com a educação superior na Amazônia, o que pode resultar em oportunidades valiosas para as comunidades locais e pesquisadores. Essa iniciativa é uma grande esperança para todos aqueles que buscam um futuro mais promissor, com valorização do saber e crescimento profissional.