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Orquestra feminina no agreste de Alagoas fortalece juventude e amplia acesso à música clássica

25 de março de 2026
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Orquestra feminina é um projeto inovador que vem transformando a realidade cultural em Taquarana, no agreste de Alagoas. A Orquestra Mariar, composta exclusivamente por 48 meninas, com idades entre 10 e 17 anos, utiliza a música como ferramenta de inclusão social e empoderamento feminino. Este projeto sinfônico não apenas ensina música, mas também promove formação artística e cidadania.

O projeto Música Mariar, desenvolvido pela Casa das Marias, conta com o suporte da Lei Rouanet e do Ministério da Cultura. A aula inaugural da Orquestra Mariar está marcada para a próxima quarta-feira, às 14h, no Ginásio Poliesportivo da Escola Municipal Maria Iraci. Neste evento, a Orquestra de Professores da instituição se apresentará, dando início a uma nova era para a educação musical no agreste.

A fundadora da Casa das Marias, Cléa Paixão, expressa claramente o objetivo da orquestra feminina: “Fortalecer meninas, mulheres e idosas, oferecendo oportunidades através da cultura.” Sua dedicação em criar um espaço musical seguro e inspirador é visível, com um foco em formar não apenas musicistas, mas cidadãos conscientes e empoderados.

Embora a Orquestra Mariar ainda esteja em seus primeiros passos, o entusiasmo pelas aulas é palpável. As participantes já demonstraram uma conexão profunda com os instrumentos e a música, revelando o potencial transformador que a orquestra feminina pode ter em suas vidas. “Ver o entusiasmo no rosto das alunas foi emocionante, algumas relataram sentir a música como uma extensão delas mesmas”, comenta Cléa.

A proposta do projeto inclui o ensino da leitura de partituras e desenvolvimento de habilidades técnicas, além de os participantes e suas famílias receberem assistência social. Elas terão acesso a atividades formativas que abordam cidadania, direitos das mulheres e a construção de seus projetos de vida.

Um dos aspectos mais significativos da orquestra feminina é a quebra de estereótipos em um campo historicamente dominado por homens. A música clássica, com suas barreiras de acesso e representatividade, começa a se democratizar através de iniciativas como a Orquestra Mariar. Cléa comenta: “Uma orquestra composta apenas por mulheres simboliza liberdade e representatividade, especialmente para as meninas do interior do Nordeste.”

Com planos para ampliar suas atividades, a orquestra feminina já vislumbra a execução de um repertório que inclui desde música popular brasileira até clássicos da música erudita. A expectativa é que, em breve, essas jovens musicistas se apresentem em uma turnê pelo estado de Alagoas, levando o conhecimento adquirido a outros locais.

A aula inaugural também representa um momento de inspiração e acolhimento. Cléa Paixão destaca: “O público pode esperar emoção, será o ponto de partida para um universo sonoro que conecta e transforma.” Esta abordagem não só introduz a música clássica às participantes, mas também proporciona uma plataforma para que elas se descubram artisticamente.

Para viabilizar a Orquestra Mariar, o projeto conta com o apoio da Lei Rouanet, que autorizou a captação de R$ 885,7 mil. Até agora, cerca de R$ 200 mil já foram captados, representando 30% do total necessário para a execução. Cléa ressalta a importância desse mecanismo: “A Lei Rouanet é essencial para o desenvolvimento da cultura e da cidadania no Brasil, permitindo que projetos como este de orquestra feminina se tornem realidade.”

Com o apoio inicial do Banco do Nordeste, a Orquestra Mariar representa um passo importante para democratizar o acesso à cultura no Brasil, evidenciando que, mesmo longe dos grandes centros urbanos, é possível formar talentos e romper barreiras através da arte. Ao final, a orquestra feminina se ergue como um símbolo de esperança e transformação em Taquarana.

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