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Exército desenvolve IA para coordenar ‘enxame de drones’ em operações militares

6 de março de 2026
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O Exército Brasileiro deu mais um passo no fortalecimento de sua capacidade científica e tecnológica ao apresentar, no dia 5 de março, um projeto pioneiro e nacional, voltado ao emprego coordenado de múltiplos drones. A iniciativa foi conduzida pelo Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT), por intermédio do Instituto Militar de Engenharia (IME), e demonstra o avanço da Força em áreas estratégicas como robótica, inteligência artificial e sistemas autônomos.
O destaque da atividade foi a apresentação do projeto “Enxame de Veículos Autônomos Aéreos e Terrestres: Guiamento, Controle e Navegação (EVAAT-GCN)”, conhecido como Sistema “Enxame de Drones”. A iniciativa tem como objetivo desenvolver um demonstrador tecnológico capaz de coordenar diversos robôs autônomos, aéreos e terrestres, para atuação integrada em operações militares. A proposta prevê que esse sistema opere de forma colaborativa, compartilhando informações em tempo real e tomando decisões de maneira distribuída. Essa capacidade permitirá executar missões como reconhecimento, vigilância e, potencialmente, apoio de fogo com elevado nível de precisão, ampliando significativamente as possibilidades operacionais da Força e reduzindo a exposição de militares a situações de risco. O General de Exército Hertz Pires do Nascimento, Chefe do DCT, apresentou alguns objetivos do Projeto: “Estamos apresentando o resultado prático de um dos projetos financiados pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), o ‘Enxame de Drones’. Teremos drones de reconhecimento e drones armados, equipados com diversos sensores, com uma série de capacidades disruptivas, que nós estamos trabalhando para finalizar até o final deste ano”.
O projeto também busca estabelecer as bases para que, no futuro, a tecnologia evolua para um sistema padronizado de emprego militar pelo Exército Brasileiro. A expectativa é que sua produção possa ser realizada por empresas da Base Industrial de Defesa nacional, fortalecendo o desenvolvimento tecnológico do País. Iniciado há cerca de um ano, o projeto apresenta-se em estágio avançado de desenvolvimento. Entre os próximos marcos previstos estão a integração de recursos de realidade virtual e aumentada para interação com o sistema, o aumento do número de drones operando simultaneamente e a incorporação de novos tipos de robôs, incluindo aeronaves de asa fixa e veículos terrestres autônomos.
Parceria com a FINEP
O desenvolvimento do projeto “Enxame de Drones” conta com investimento da FINEP, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Além da equipe de pesquisadores e alunos do IME, participam da iniciativa instituições brasileiras de excelência, como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). Atualmente, o Exército Brasileiro conduz 48 projetos de pesquisa em parceria com a FINEP, abrangendo áreas estratégicas como defesa cibernética, tecnologias quânticas, robótica, inteligência artificial, radares e sensores, proteção balística, defesa química, biológica, radiológica e nuclear. Durante a programação, o Chefe do DCT apresentou o andamento das iniciativas, destacando a aplicação dos recursos, os resultados alcançados e as entregas previstas em cada projeto. A apresentação teve como objetivo demonstrar a efetividade dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento realizados no âmbito da parceria entre o Exército Brasileiro e a FINEP. Encerrando a sua apresentação, o Ch DCT destacou a relevância da jornada, na qual foi apresentada a transparência do emprego do recurso público colocado à disposição do Exército Brasileiro para realizar entregas à sociedade e investir no desenvolvimento da Base Industrial de Defesa. Durante a apresentação, Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho, diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da FINEP, destacou a importância de divulgar os resultados dos investimentos em parceria com o Exército Brasileiro, e como esses projetos podem impactar o desenvolvimento nacional. A cooperação também contribui para impulsionar a Base Industrial de Defesa, uma vez que os recursos investidos nas pesquisas retornam na forma de desenvolvimento tecnológico, inovação e geração de conhecimento aplicado à defesa nacional. Com iniciativas como o projeto “Enxame de Drones” e o fortalecimento de parcerias estratégicas na área de ciência e tecnologia, o Exército Brasileiro reafirma seu compromisso com a inovação e com a busca permanente por soluções que ampliem sua capacidade operacional. O investimento contínuo em pesquisa e desenvolvimento permite que a Força acompanhe as rápidas transformações dos conflitos contemporâneos e permaneça preparada para enfrentar os desafios do ambiente operacional moderno.
Por Maj Badu

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