Semana da Mulher Fiocruz começa de forma impactante. A Fundação Oswaldo Cruz abriu, nesta segunda-feira (2), no Rio de Janeiro, a Semana da Mulher: Por Mulheres, Vivas, Saudáveis e Respeitadas. Durante a cerimônia, celebramos a contribuição da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, que foi honrada pela sua atuação em defesa dos direitos femininos. O evento, que abre a programação especial para o Dia Internacional das Mulheres, celebrado em 8 de março, conta com a presença de autoridades, incluindo o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, e a pesquisadora Emérita, Nísia Trindade.
Durante a Semana da Mulher Fiocruz, a ministra Márcia Lopes enfatizou os desafios que as contemporâneas mulheres enfrentam na construção de políticas públicas específicas. Ela destacou a importância de respostas articuladas nas comunidades, considerando a diversidade do país. “É muito trabalho que a gente tem pela frente. Não é só um trabalho manual ou físico, é um trabalho de elaboração e criatividade”, disse a ministra, apontando a necessidade de que cada território encontre suas próprias soluções.
A ministra destacou que a diversidade brasileira impõe desafios significativos. “Não é Brasília que vai dar resposta para tudo. É cada território, é cada grupo de mulheres”, ressaltou. Nesse contexto, a Semana da Mulher Fiocruz se torna um espaço vital para diálogo e elaboração de políticas efetivas, fundamentadas na produção científica da instituição.
O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, também ofereceu seu apoio à causa. Ele destacou o papel estratégico da instituição no combate à violência contra as mulheres, entendendo que a mobilização da capacidade científica da Fiocruz é essencial nesse contexto. “Como instituição pública estratégica, a Fiocruz deve mobilizar sua capacidade científica e sua presença nos territórios para enfrentar a violência contra as mulheres”, afirmou ele.
Mario Moreira acrescentou que a luta contra a violência deve ser uma constante, presente tanto nas falas quanto nas atitudes diárias da instituição. “A luta contra a violência precisa estar no nosso discurso e no nosso comportamento cotidiano. É um problema de saúde pública e, portanto, uma grande questão para a Fiocruz”, enfatizou.
Além disso, a pesquisadora emérita Nísia Trindade Lima, que foi a primeira mulher a presidir a Fiocruz e ex-ministra da Saúde, enfatizou que a data que marca a Semana da Mulher vai além de flores e homenagens. “Essa precisa ser uma luta da sociedade e da democracia, unindo homens e mulheres”, declarou. Ela reforçou que qualquer pessoa pode passar por situações de violência, seja física ou simbólica, e que o compromisso coletivamente com a igualdade é fundamental.
Para complementar a programação, será desenvolvida a Agenda Nacional do Março das Mulheres, promovida pelo Ministério das Mulheres ao longo de março de 2026. Essa agenda incluirá ações em todo o país, como inaugurações, lançamento de novos equipamentos públicos, fortalecimento da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres, bem como iniciativas voltadas à autonomia econômica e à participação social.
A programação completa do “Março das Mulheres – Todos juntos por todas” poderá ser conferida em breve, prometendo uma série de ações significativas para a luta por direitos e segurança das mulheres no Brasil.
Com informações da Fundação Oswaldo Cruz.