Integrar segurança pública é uma meta importante que vem sendo tratada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. Durante um evento promovido pelo jornal Valor Econômico, o ministro compartilhou as prioridades de sua gestão, enfatizando a necessidade de fortalecer a segurança no Brasil através de uma articulação eficaz entre União, estados e municípios.
Desde que assumiu o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em 15 de janeiro, Wellington Lima vem se dedicando a ampliar a capacidade de coordenação nacional para enfrentar o crime organizado. Ele destacou que esse esforço será baseado no diálogo federativo, essencial para integrar segurança pública de maneira eficaz. “Desejamos e vamos fazer uma intensificação na área de segurança pública talvez nunca vista antes”, afirmou o ministro, reafirmando a importância de uma política de Estado no combate à criminalidade.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também determinou que a segurança pública seja uma prioridade de seu governo, alinhando interesses da administração federal com os de outras esferas do governo. “Com esse compromisso, estamos dialogando com o Congresso Nacional e os demais atores institucionais,” finalizou Wellington Lima, revelando a intenção de implementar soluções estruturais e imediatas na segurança pública.
Entre as principais prioridades estabelecidas estão o fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), a proteção de grupos vulneráveis e o combate ao crime organizado. A proposta de integrar segurança pública entre diferentes níveis de governo é um passo fundamental para que haja respostas concretas e permanentes às necessidades da população. Isso inclui atenção especial ao enfrentamento do feminicídio e outras formas de violência direcionadas a grupos em situação de vulnerabilidade.
Wellington Lima também abordou durante o evento o Projeto de Lei nº 5.582/2025, mais conhecido como PL Antifacção, que visa endurecer as leis contra organizações criminosas. Ele frisou que o MJSP participou tecnicamente do processo legislativo, buscando melhoramentos na redação do projeto. As sugestões apresentadas pela Pasta foram importantes para conferir maior precisão legal ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados.
Além disso, o ministro falou sobre a Proposta de Emenda à Constituição nº 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública, que tem como objetivo consolidar a coerção e a articulação da União nas políticas de segurança pública, enquanto preserva a autonomia dos estados. Essa proposta também se relaciona diretamente ao esforço de integrar segurança pública no Brasil, garantindo que a atuação institucional seja coesa e efetiva.
No evento, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também enfatizou a importância da integração entre as forças de segurança. Ele destacou que atualmente existem 34 forças integradas de combate ao crime organizado, que envolvem a Polícia Federal, polícias estaduais e, em casos específicos, guardas municipais. Essa articulação busca fortalecer a luta contra o crime organizado, que assume características transnacionais e exige respostas eficientes do Estado.
Reconhecendo a complexidade do crime organizado, Rodrigues ressaltou o papel da inteligência e da articulação no enfrentamento dessa problemática. “O crime organizado opera com estruturas complexas. A resposta estatal deve ser proporcional e mensurável, com foco em eficácia e impacto concreto,” apontou o diretor-geral. Essa abordagem reafirma a relevância de integrar segurança pública como prioridade, não apenas em termos estratégicos, mas também na execução de operações que visem resultados tangíveis e melhoria na segurança da população.
Em suma, integrar segurança pública é um desafio que o Ministério da Justiça e Segurança Pública, sob a liderança de Wellington Lima, se propõe a enfrentar. A articulação entre as diversas esferas de governo, a construção de políticas públicas sólidas e o fortalecimento da cooperação entre as forças de segurança são essenciais para que o Brasil possa avançar no enfrentamento ao crime e garantir a proteção de seus cidadãos.