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Cultura reúne 5,9 milhões de trabalhadores e gera R$ 387,9 bilhões na economia, aponta IBGE

2 de março de 2026
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Cultura é um dos pilares fundamentais da sociedade brasileira, empregando aproximadamente 5,9 milhões de pessoas e gerando R$ 387,9 bilhões em valor adicionado à economia. De acordo com os dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a contribuição da cultura equivale a cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

Esses dados foram revelados na 5ª edição dos Diálogos SNIIC, acontecimento que reforça a importância do setor cultural no cenário econômico nacional. A pesquisa, realizada pelo Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SIIC) do IBGE, oferece uma compreensão detalhada sobre o emprego, renda, acesso e consumo cultural no país.

Durante a apresentação dos resultados, o pesquisador Leonardo Athias, coordenador do SIIC, enfatizou que a cultura abrange uma diversidade de atividades, indo além das artes tradicionais. O SIIC, criado em 2013 e com dados atualizados até 2024, reflete a relevância da economia criativa, que inclui desde a produção de mídias até serviços de internet e publicidade.

A cultura não é apenas uma fonte de riqueza; ela também representa um setor significativo em termos de emprego formal. Em 2022, o Brasil contava com 644,1 mil organizações culturais, que empregaram 2,6 milhões de pessoas, sendo 1,7 milhão assalariadas. A massa salarial total do setor cultural foi de R$ 102,8 bilhões, com uma remuneração média mensal de R$ 4.658, um valor muito superior à média nacional. Este panorama coloca a cultura como um componente vital da estrutura econômica do Brasil.

Outro aspecto relevante abordado no evento foi a questão da informalidade e da desigualdade que permeiam o setor. Embora a cultura exija um nível elevado de qualificação — 30,1% dos profissionais possuem ensino superior completo — é alarmante observar que 44,6% dos trabalhadores estão em situações informais, refletindo um contraste preocupante entre qualificação e precariedade.

As desigualdades regionais na participação do mercado de trabalho cultural também foram uma pauta importante. Em 2024, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará apresentaram as maiores taxas de ocupação no setor, enquanto estados como Acre, Amapá e Rondônia mostraram os índices mais baixos. Análises estatais devem considerar essas nuances para formular políticas públicas que favoreçam a formalização e não a manutenção da informalidade.

O acesso a cultura é igualmente um tema de destaque. O Índice de Preços da Cultura (IPECult) sugere que, de 2020 a 2024, a variação de preços relacionados ao consumo cultural foi inferior à média geral dos preços, indicando que a acessibilidade cultural está maior. Esse resultado é essencial para o desenvolvimento de estratégias que visem estimular o consumo cultural.

Com a ascensão dos serviços digitais, observou-se que quase 90% da população conectada utilizou a internet nos três meses anteriores à pesquisa, com a preferência pelo celular como dispositivo. A diversidade de atividades culturais online, que inclui assistir vídeos e ouvir podcasts, sublinha a importância da adaptação do setor cultural às novas tecnologias. A tecnologia se tornou um facilitador, ampliando o acesso à cultura de forma inédita.

Em relação ao turismo cultural, dados recentes mostraram que, em 2024, cerca de 1,7 milhão de viagens foram motivadas por fatores culturais e gastronômicos, um número que indica o potencial de crescimento do turismo associado ao patrimônio cultural. A intersecção entre cultura e natureza também se apresenta como uma área promissora, demandando mais estudos e dados integrados.

O SIIC é vital para compreender a dinâmica da cultura no Brasil e fornecer dados que subsidiam decisões governamentais na formulação de políticas públicas. Os Diálogos SNIIC, que ocorrem mensalmente, são fundamentais para fomentar a discussão sobre como os dados podem ser utilizados para aprimorar a gestão cultural do país.

Em suma, a cultura se mostra não apenas como um vetor de emprego e economia, mas também como um elemento central para a construção de uma sociedade mais informada e conectada. O fortalecimento do setor, por meio de informações e indicadores confiáveis, é fundamental para garantir que as políticas públicas atendam às necessidades do contexto cultural brasileiro.

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