Zona Franca de Manaus é um modelo que vai além da mera atração de indústrias. Com R$ 19,9 bilhões em investimentos aprovados, a Zona Franca de Manaus completa 59 anos, se consolidando como uma política eficaz para o desenvolvimento regional. O Governo do Amazonas tem direcionado os esforços do modelo não apenas para o crescimento industrial, mas para áreas essenciais como educação, crédito e inovação, promovendo desenvolvimento sustentável na região.
A Zona Franca de Manaus edifica um ciclo virtuoso que incentiva a atração de indústrias, cria novos empregos, investe na formação do capital humano e foca no empreendedorismo e na pesquisa aplicada. Esse modelo difere de um simples instrumento de compensação geográfica; é, na verdade, uma estratégia robusta de Estado que visa ampliar a base produtiva, sustentar a arrecadação e reinvestir recursos em áreas fundamentais como ciência e infraestrutura.
Os números recentes refletem o sucesso desse empreedimento. Entre 2023 e 2025, o Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) aprovou 840 projetos industriais. Isto representa um crescimento significativo ao comparar com os 673 projetos do ciclo anterior. O volume total de investimentos alcançou impressionantes R$ 19,94 bilhões, resultando em 24.618 novos postos de trabalho, superando os 23.382 do período anterior.
Mas o impacto da Zona Franca de Manaus vai além dos números brutos. Cada projeto aprovado não apenas ganha acesso a incentivos fiscais; também assume a responsabilidade de gerar empregos e realizar investimentos produtivos. Este compromisso é uma parte essencial de sua operação, legalmente vinculada a contrapartidas que visam enriquecer a sociedade e fortalecer o desenvolvimento regional.
Esses recursos, provenientes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) associado à Zona Franca, são vitalizados em fundos estratégicos para o Amazonas. Por exemplo, o Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e ao Desenvolvimento Social do Estado do Amazonas (FMPES) garante crédito a pequenos negócios, fomentando o fortalecimento de cadeias produtivas locais.
A universidade do Estado do Amazonas (UEA), sustentada predominantemente pelos recursos vinculados à Zona Franca de Manaus, demonstra uma aplicação clara desse modelo. Entre 2023 e 2025, o orçamento da UEA aumentou de R$ 658,2 milhões para R$ 890,1 milhões – um crescimento significativo que permite a essa instituição de ensino expandir sua capacidade acadêmica e científica.
A Zona Franca de Manaus também está conectada à promoção de linhas de crédito. A Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) já disponibilizou mais de R$ 915 milhões em crédito para pequenos empreendedores entre 2023 e 2026, visando um alcance de R$ 1 bilhão em financiamentos. Esses financiamentos são cruciais para o desenvolvimento econômico local e a infraestrutura.
Além disso, exemplos práticos de inovação industrial também emergem. A Livoltek, por exemplo, aprova projetos que combinam produção de sistemas para embarcações elétricas com sustentabilidade, ressaltando como esses modelos novos podem ser rentáveis e, ao mesmo tempo, restaurar e proteger o meio ambiente.
A Zona Franca de Manaus, mesmo em seu foco inicial na indústria, busca incorporar novos desafios; o próximo passo é integrar a indústria com a bioeconomia. O Plano Estadual de Bioeconomia busca desenvolver a conexão entre indústria e floresta, ampliando o modelo para um futuro sustentável e respeitador das diretrizes globais de meio ambiente.
Em resumo, a Zona Franca de Manaus se destaca não apenas como um polo industrial, mas como um agente de transformação social que sinaliza um compromisso contínuo com a inovação, a educação e o desenvolvimento regional. É uma estratégia de longo prazo que reafirma o potencial do Amazonas como um exemplo de crescimento econômico harmônico, onde a indústria e a floresta coexistem e se complementam, proporcionando um futuro sustentável para todos.