Terra da Gente é uma iniciativa que busca garantir a regularização fundiária para agricultores familiares no Amapá. No último sábado (18), a nova fase do programa foi lançada nos municípios de Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio. Essa ação é resultado de uma parceria entre o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e o Governo do Amapá. O objetivo principal do Terra da Gente é formalizar a posse de terras, promovendo inclusão social e fortalecendo a produção rural.
Neste processo, o MIDR investe cerca de R$ 21 milhões, permitindo que equipes técnicas atuem em 16 municípios do estado. As equipes são responsáveis pelo georreferenciamento das áreas rurais, uma etapa fundamental para a emissão dos títulos de posse de terra. O Terra da Gente vai priorizar agricultores e famílias de baixa renda, garantindo que eles tenham suas posses regularizadas e, em consequência, aumentando a segurança na produção agrícola.
A expectativa é que, na primeira fase, o programa regularize aproximadamente 80 mil hectares de terras em todo o Amapá. O ministro Waldez Góes, que acompanhou o lançamento, destacou a importância da entrega dos títulos como parte de uma estratégia maior de combate às desigualdades sociais. “Nosso compromisso é com a vigilância e a atenção redobrada para que todas as pessoas tenham a oportunidade de participar do processo de desenvolvimento em nosso estado”, afirmou.
O agricultor Adalto Oliveira, um dos beneficiados, recebeu a declaração de posse durante o evento. Ele, que reside em uma colônia próxima ao rio Água Fria, em Pedra Branca do Amapari, expressou sua alegria com a segurança proporcionada pelo programa Terra da Gente. Para Adalto, o documento representa a realização de um sonho de infância, permitindo que ele trabalhe sua terra com liberdade. “Quando fui crescendo, almejava um terreno para estar sossegado e plantar meu legume, meu açaí. Demorou, mas consegui e agora fui contemplado com o documento da minha terra. A gente não tem nem palavras para agradecer”, disse emocionado.
Após receber a declaração de posse, Adalto já planeja o próximo passo: acessar crédito para diversificar sua produção e investir no cultivo de cacau. “Acredito que agora a gente vai avançar com esse documento. Quero plantar cacau e mais açaí, estou muito feliz”, declarou.
O Terra da Gente também se integra com a programação de microcrédito “Pertinho da Gente”, uma política do MIDR focada em atender agricultores, pescadores e pequenos empreendedores. Durante o evento, equipes do Banco da Amazônia e da Caixa Econômica Federal estiveram disponíveis para atender os agricultores interessados em acessar linhas de crédito, possibilitando investimentos em insumos e impulsionando a produção rural.
A regularização fundiária promovida pelo programa Terra da Gente representa uma mudança significativa na vida dos agricultores familiares do Amapá. Ao fornecer segurança jurídica sobre a posse da terra, o programa favorece não apenas o desenvolvimento econômico local, mas também a qualidade de vida das comunidades rurais. Essa iniciativa é uma clara demonstração de que políticas públicas eficazes podem transformar realidades, dando aos agricultores a chance de prosperar e contribuir para o desenvolvimento sustentável do estado.