Retorno da produção na Fafen é um marco para a agricultura brasileira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na fábrica de fertilizantes nitrogenados na Bahia (Fafen-BA) para marcar a reabertura da unidade, que voltou a operar em janeiro de 2026. O investimento de R$ 100 milhões permitiu à Fafen-BA alcançar uma capacidade de produção de 1.300 toneladas diárias de ureia, gerando aproximadamente 5% da demanda nacional de fertilizantes.
Durante a visita, Lula expressou sua satisfação ao declarar: “Eu vou dizer para vocês da minha alegria de estar aqui neste momento em que a gente está retomando a produção na Fafen. Eu ouço isso há muito tempo.” Essa declaração reflete a importância do retorno da produção na Fafen para a segurança alimentar do Brasil, um país com um setor agrícola extremamente significativo.
Os fertilizantes desempenham um papel crucial em nossa agricultura, que é vital para sustentar a crescente demanda por alimentos. Atualmente, o Brasil enfrenta a necessidade de reduzir a dependência externa, que alcança 90% dos fertilizantes utilizados. O retorno da produção na Fafen não só busca tornar o Brasil autossuficiente, mas também fortalecer a produção local de insumos agrícolas. “O país precisa produzir fertilizantes”, enfatizou Lula.
O investimento na Fafen-BA também está inserido nas iniciativas do Novo PAC, que conta com um total aproximado de R$ 5,9 bilhões destinados à produção de fertilizantes – uma ação que visa recompor a capacidade nacional de produção, reduzir a dependência de insumos importados e garantir empregos. Com a reativação da fábrica, serão criados 900 empregos diretos e cerca de 2.700 indiretos, destacando a relevância do retorno da produção na Fafen para a economia local.
Além disso, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou a conexão entre a produção de gás e a fabricação de fertilizantes. Ela comentou: “Um dos destinos nobres do gás é a fabricação de fertilizantes.” Essa sinergia mostra a importância da reativação da Fafen não apenas para os fertilizantes, mas também para o setor energético do Brasil.
A Fafen-BA havia sido desativada em 2019, mas voltou a operar em um momento em que o Brasil precisa fortalecer sua independência em relação às importações. Antes da reabertura das fábricas no Nordeste, 100% da ureia utilizada no Brasil era importada. Portanto, a retomada da produção na Fafen é uma vitória para a autossuficiência nacional.
O fortalecimento do mercado interno e a diminuição das emissões ligadas ao transporte são outros benefícios das operações reativadas da Fafen. “Produzir aqui pode ser um pouco mais caro, mas trazemos desenvolvimento interno”, afirmou Lula. Isso evidencia um esforço consciente para melhorar o conhecimento técnico e a renda da população local.
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, também fez comentários otimistas sobre o futuro da produção agrícola: “Retomar a nossa força, fazer, construir e escrever a história em um novo momento do agro”. Com a ativação da Fafen, espera-se retomar 35% da capacidade de produção de ureia, uma medida vital para o crescimento do setor.
Com as operações da Fafen-BA, Fafen Sergipe e Araucária Nitrogenados S.A (ANSA) em funcionamento, a Petrobras projeta alcançar uma fatia significativa do mercado interno de ureia. Com a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III) prestes a entrar em operação, a expectativa é elevar esta participação a cerca de 35% nos próximos anos.
Além de se concentrar na produção de fertilizantes, também foram anunciados investimentos em projetos sociais e culturais, que refletem o compromisso da Petrobras em contribuir para o desenvolvimento sustentável e social do estado da Bahia. Como parte da estratégia de crescimento, esses investimentos em cultura e meio ambiente são essenciais para um fortalecimento completo da economia local.
O retorno da produção na Fafen representa, de fato, uma mudança significativa no panorama agrícola do Brasil, e sua importância é um testemunho do compromisso do governo com a segurança alimentar e a autossuficiência na produção de insumos agrícolas. A reativação da Fafen não é apenas um passo em direção à segurança alimentar, mas também um movimento com implicações positivas para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.