Operação Tamoiotatá 6 é uma iniciativa crucial do Governo do Amazonas que visa combater de forma efetiva o desmatamento na região sul do estado. Durante a primeira etapa da operação, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) supervisionou a aplicação de R$ 465 mil em multas contra infratores ambientais. Além disso, embargou uma área de 48,81 hectares de floresta nativa no município de Apuí, o que equivale a cerca de 49 campos de futebol.
A fiscalização, realizada em 2 de março, focou no ramal do Coruja, onde foram percorridos aproximadamente 45 quilômetros. Durante essa ação, foram identificados 48 hectares de desmatamento e a continuidade de atividades agropecuárias na região, que violavam um embargo pré-existente. Tais práticas impedem a regeneração natural da vegetação e causam danos duradouros ao meio ambiente.
De acordo com Gustavo Picanço, diretor-presidente do Ipaam, a Operação Tamoiotatá 6 representa um esforço conjunto entre diversas agências, incluindo a Polícia Civil e órgãos de segurança pública, para coibir o desmatamento ilegal em áreas estratégicas. O Ipaam se responsabiliza pela fiscalização e pela imposição de multas e embargos, enquanto a Polícia Civil se encarrega de processos judiciais relacionados a crimes ambientais. Essa colaboração é fundamental para garantir uma resposta rápida e eficaz contra a degradação ambiental.
No total, foram registrados dois autos de infração e gerado um termo de embargo, que resulta na proibição de todas as atividades na área até que a regularização ambiental seja alcançada, conforme as normas da Lei de Crimes Ambientais e do Decreto Federal sobre infrações e sanções administrativas.
Os infratores têm um prazo de 20 dias, a partir da notificação, para apresentar defesa ou optar pelo pagamento das multas impostas. Essa prazos são medidas importantes na regulamentação das atividades que podem afetar o meio ambiente.
A Operação Tamoiotatá 6 conta com a cooperação de várias autoridades, incluindo a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), a Polícia Militar (PMAM) através do Batalhão de Policiamento Ambiental, a Polícia Civil (PC-AM) e o Corpo de Bombeiros (CBMAM). Também é apoiada por órgãos federais, como o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
As bases operacionais estão localizadas em Humaitá, Apuí e Boca do Acre, garantindo uma presença constante da força-tarefa em áreas suscetíveis ao desmatamento. A operação utiliza técnicas de fiscalização terrestre em áreas com indicativos de desmatamento, garantindo que as infrações sejam registradas e devidamente apuradas.
Com uma estrutura planejada em 15 etapas e uma duração média de 20 dias por cada fase, a Operação Tamoiotatá 6 tem previsão de atuação até dezembro de 2026, cobrindo os períodos críticos de desmatamento e queimadas que impactam o Amazonas. Além disso, a operação se beneficia do Programa Floresta em Pé, que resulta de colaborações financeiras entre o Brasil e a Alemanha, promovendo a proteção ambiental e a sustentabilidade.
A população também pode participar desse esforço, denunciando infrações ambientais através de um canal de WhatsApp disponibilizado pelo Ipaam. Com o número (92) 98557-9454, a Gerência de Fiscalização Ambiental incentiva os cidadãos a fornecer informações que ajudem nas ações de fiscalização, reforçando o comprometimento coletivo na luta contra o desmatamento e em busca da preservação do nosso patrimônio ambiental.