Operação Compliance Zero começa com uma abordagem intensa contra a corrupção financeira e a lavagem de dinheiro. Desde seu início em novembro de 2025, a Operação Compliance Zero tem exposto escândalos significativos no sistema financeiro, resultando em bloqueios que chegam a R$ 22 bilhões. Recentemente, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a Polícia Federal (PF) apresentaram os resultados da quarta fase da Operação Compliance Zero, enfatizando a importância de investigações detalhadas e rigorosas para combater crimes financeiros.
A fase atual da Operação Compliance Zero concentra-se em um esquema de lavagem de dinheiro que envolve o pagamento de vantagens a agentes públicos. Essa abordagem é fundamental para desmantelar a corrupção que permeia a colusão entre empresas formais e o sistema financeiro. A PF executou dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão em locais estratégicos como o Distrito Federal (DF) e São Paulo (SP).
O modelo de combate ao crime localizado na Operação Compliance Zero visa a asfixia financeira dos líderes envolvidos, utilizando técnicas que impedem o funcionamento normal das organizações criminosas, que frequentemente se utilizam de instituições como o Banco Master para realizações ilícitas. O esforço é parte das reformas introduzidas pela PEC da Segurança Pública, já aprovada pela Câmara dos Deputados e aguardando votação no Senado.
Durante uma coletiva de imprensa, o ministro Wellington Lima ressaltou que a Operação Compliance Zero é um reflexo do compromisso do governo com a transparência, observando que informações estão sendo divulgadas dentro dos limites legais. Ele declarou: “É dever do Ministério da Justiça e da Polícia Federal prestar informações à população, mas com rigorosa observância do sigilo.” Essa declaração reforça a seriedade e o foco da Operação Compliance Zero na luta contra a corrupção.
A fase anterior da Operação Compliance Zero tinha concentrado esforços na investigação de fraudes financeiras, especialmente relacionadas à emissão e negociação de créditos falsificados. As investigações, que começaram em 2024 após uma requisição do Ministério Público Federal, revelaram que o Banco Master poderia ter criado carteiras de crédito sem lastro, vendidas subsequentemente ao Banco de Brasília (BRB). Este escândalo expõe a fragilidade do sistema financeiro e a necessidade urgente de uma vigilância mais rigorosa.
As fases anteriores da Operação Compliance Zero demonstram um padrão de crescimento da complexidade envolvida nesses casos. A primeira fase, em novembro de 2025, focou nas fraudes na negociação de créditos fraudulentos. A PF executou 25 mandados de busca, resultando em sete prisões e um bloqueio inicial de R$ 1,3 bilhão.
Na segunda fase, em janeiro de 2026, as investigações aprofundaram as fraudes estruturais no sistema financeiro, revelando o uso de fundos que sustentavam os esquemas fraudulentos. Esse desdobramento levou a 42 mandados de busca e a captura de um suspeito, além do bloqueio de cerca de R$ 6 bilhões. A terceira fase, ocorrida em março de 2026, focou na corrupção de servidores públicos, resultando em prisões adicionais e um afastamento de dois oficiais do Banco Central.
Agora, na quarta fase da Operação Compliance Zero, a investigação se concentra na corrupção de gestores e na lavagem de dinheiro—elementos centrais para a compreensão do impacto dessas atividades criminosas no Brasil. Os crimes em questão incluem organização criminosa, gestão fraudulenta de instituições financeiras, manipulação de mercado e outros delitos sérios. As ações judiciais resultantes incluem prisões preventivas, apreensões e bloqueios de bens.
O Governo Federal reafirma que a Operação Compliance Zero é parte de uma estratégia mais ampla de combate ao crime organizado, buscando atingir líderes no topo da estrutura criminosa. O secretário Chico Lucas afirmou que a diretriz é “atacar o andar de cima e os magnatas do crime”, evidenciando a severidade das ações tomadas.
Além disso, as autoridades envolvidas ressaltaram a importância da institucionalidade nas investigações. “Não há caminho fora da institucionalidade”, disse o ministro Wellington Lima, reiterando que a atuação segue estritamente legal.
Com potencial para novas fases, a Operação Compliance Zero continuará sua luta em prol da justiça, com autonomia e determinação para aprofundar as investigações e garantir que a corrupção no sistema financeiro seja confrontada e eliminada.