Mulheres que viajam sozinhas representam um segmento crescente no turismo brasileiro. Segundo um levantamento recente do Ministério do Turismo, cerca de 40% das brasileiras já realizaram viagens solo, o que demonstra a busca por autoconhecimento e aventura. O novo Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas visa promover um turismo mais seguro, responsável e inclusivo para esse público.
O guia foi lançado com a intenção de ajudar as mulheres a se sentirem mais seguras em suas decisões de viajar sozinhas. Com 72 páginas repletas de dados e orientações práticas, o documento destaca que 31,4% das mulheres entrevistadas realizam esse tipo de viagem com frequência. O Brasil se destaca como um dos destinos preferidos, com 35,9% das viajantes optando por explorar sua terra natal. Isso reflete a crescente confiança das mulheres em suas habilidades de viajar sozinhas.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, ressaltou a importância de integrar esse guia às políticas de proteção às mulheres, especialmente no contexto do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. O guia é um passo crucial para garantir que as mulheres possam viajar com liberdade, sem o medo constante da insegurança. O turismo não é apenas uma forma de lazer, mas uma ferramenta poderosa de empoderamento feminino.
A pesquisa que embasou o guia foi realizada entre agosto e setembro de 2025, envolvendo 2.712 mulheres de diversas regiões do país. As participantes compartilharam suas motivações, receios e estratégias de viagem. Um dos dados mais reveladores é que a faixa etária predominante entre as viajantes solo é de 35 a 44 anos. Isso indica que as mulheres maduras estão cada vez mais se aventurando a explorar o mundo sozinhas.
Além disso, o guia também foca em diferentes perfis de viajantes, como mães viajando com filhos, profissionais em deslocamento a trabalho e entusiastas de nichos específicos, como ecoturismo e gastronomia. Essa diversidade de perfis reforça a ideia de que há espaço e necessidade para um turismo que considera as múltiplas facetas da experiência feminina.
Uma parte fundamental do convite às mulheres que viajam sozinhas é a exploração do autoconhecimento. Segundo as entrevistadas, 72,6% viajam por lazer, mas a busca por independência e liberdade também é um motivador significativo, com 65,1% citando isso como uma razão central de suas viagens. O guia mostra que, ao escolher um destino, a segurança e a liberdade de escolha se sobrepõem a preocupações financiárias e de conforto.
Para garantir um conteúdo de alta qualidade, o guia contou com a consultoria de 17 especialistas das áreas de turismo e gênero. Além disso, a parceria com a UNESCO reforça a credibilidade do material. O conteúdo também dialoga com políticas públicas importantes, como o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio, destacando que a segurança no turismo é uma responsabilidade compartilhada.
Anelise Zanoni, jornalista e consultora da UNESCO, enfatiza que muitas mulheres desejam viajar sozinhas, mas muitas vezes não se sentem preparadas devido a inseguranças e falta de informações. O guia não só reúne histórias inspiradoras, mas também oferece dados valiosos para qualificar o debate sobre segurança e mobilidade feminina no turismo.
Por fim, o Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas se articula a diversas iniciativas do Governo do Brasil, como o Movimento Turismo que Protege e o Código de Conduta Brasil, focados na promoção de um ambiente seguro para todos. A conscientização sobre a responsabilidade compartilhada na segurança das viajantes é um passo essencial para um turismo mais ético e acolhedor. Para as mulheres que anseiam por liberdade e autoconhecimento, agora existe um recurso confiável para ajudá-las em suas jornadas.