Mulheres das Águas são verdadeiras guardiãs do nosso patrimônio natural. Durante a cerimônia de entrega do 3º Prêmio Mulheres das Águas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exaltou a presença crucial dessas mulheres na pesca e aquicultura. O evento, que ocorreu no Teatro Nacional Cláudio Santoro em Brasília, destacou o papel fundamental que as mulheres desempenham ao navegar rios e mares, coletando alimento e conhecimento ancestral que é passado de geração em geração.
Lula enfatizou a injustiça histórica que as mulheres enfrentaram na organização da atividade pesqueira no Brasil. Com suas vozes fortes e criativas, elas estão desafiando estereótipos, provando que a pesca não é uma atividade exclusivamente masculina. As Mulheres das Águas são verdadeiras protagonistas, mostrando que a sabedoria e a força feminina são vitais para a continuidade das práticas pesqueiras sustentáveis e de respeito ao meio ambiente.
Além do reconhecimento, o presidente prometeu incrementar as políticas públicas destinadas às comunidades pesqueiras, ao criar o Ministério da Pesca novamente em 2023. A estrutura do novo ministério é focada em impulsionar a pesca artesanal, a aquicultura e a indústria pesqueira, com a implementação do Programa Povos da Pesca Artesanal, que promove inclusão social, segurança alimentar e justiça social. Este é um passo importante para reconhecer e apoiar o trabalho das Mulheres das Águas.
O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, também fez questão de ressaltar o protagonismo das mulheres no setor: ‘Esse prêmio surgiu ao constatarmos o papel preponderante que as Mulheres das Águas desempenham na nossa área, tanto na pesca como na aquicultura.’ Ao dar visibilidade a essas histórias e experiências de vida, o prêmio incentiva que mais mulheres do setor se candidatem e sejam reconhecidas por suas contribuições.
Além das 11 vencedoras do prêmio, outras três mulheres receberam menções honrosas, destacando suas trajetórias e impactos positivos no campo da pesca e aquicultura. Exemplos de vida que incentivam e motivam as futuras gerações a se engajarem na atividade pesqueira. A primeira-dama, Janja Lula da Silva, também compartilhou sua experiência ao conhecer as trabalhadoras que atuam na pesca artesanal e na mariscagem, ressaltando a necessidade de um atendimento de saúde mais especializado para elas, que enfrentam desafios únicos devido à natureza do trabalho.
O reconhecimento das mulheres na pesca é um passo significativo para a transformação do setor. A vencedora na categoria Pesca Artesanal Estuarina, Navegante Maria dos Santos Mendonça, expressou sua gratidão ao Governo do Brasil por olhar atentamente para as comunidades pesqueiras. O que se espera é que essa valorização leve a mais iniciativas de apoio e respeito às Mulheres das Águas.
Ao longo das edições do Prêmio Mulheres das Águas, cada vez mais histórias inspiradoras emergem. Este ano, foram 306 candidatas, um recorde que demonstra o engajamento e a importância do trabalho de tantas mulheres em nossa sociedade. As vencedoras de cada categoria foram escolhidas por uma comissão composta por 42 mulheres, todas com experiência relevante nas áreas de pesca e aquicultura.
Em resumo, o evento não apenas reconheceu as Mulheres das Águas, mas também ressaltou a importância de suas contribuições para a proteção e valorização dos recursos hídricos. Com um olhar voltado para o futuro, as Mulheres das Águas continuarão a inspirar novos caminhos e transformações no setor, assegurando que suas histórias e sua sabedoria ecológica sejam passadas adiante. Que possamos sempre valorizar e apoiar essas guardiãs da natureza.