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Ministério da Saúde amplia capacidade do SUS em 428 mil cirurgias com 300 conjuntos de equipamentos para todo o país

5 de junho de 2026
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Ministério da Saúde iniciou uma importante iniciativa que visa melhorar a saúde pública no Brasil. Com a assinatura de contratos para a compra de 150 novos combos cirúrgicos e 20 tomógrafos, a estratégia do Ministério da Saúde é aumentar a capacidade da Atenção Especializada do Sistema Único de Saúde (SUS). Esta são ações cruciais para o fortalecimento do SUS, especialmente em tempos onde a demanda por serviços de saúde está crescendo.

Nesta nova fase, o Ministério da Saúde entregará um total de 300 combos cirúrgicos e 40 tomógrafos para 185 municípios em todo o Brasil. O investimento totaliza cerca de R$ 546 milhões através do programa Novo PAC Saúde, sendo um passo significativo rumo à realização de 428 mil cirurgias eletivas por ano. Isso contribuirá para a redução das filas e do tempo de espera por procedimentos especializados, um problema recorrente que muitos cidadãos enfrentam.

Adriano Massunda, secretário executivo do Ministério da Saúde, destacou que essa é uma estratégia alinhada ao programa Agora Tem Especialistas, que visa estruturar novas salas cirúrgicas e aumentar a eficiência da rede hospitalar do SUS. A inclusão de mais de 1.700 novos equipamentos é uma demonstração clara do compromisso do governo com o acesso à saúde, especialmente em regiões mais vulneráveis.

A ação não só fortalece o atendimento médico, mas também promove a modernização tecnológica nas unidades de saúde pública. O programa do Ministério da Saúde é responsável por um aumento significativo nas cirurgias eletivas, com uma meta de 14,9 milhões de procedimentos em 2025, o que representa um aumento de 42% em comparação a 2022. Além disso, há previsão de 1,6 bilhão de consultas com especialistas e 1,3 bilhão de exames, aumentando a capacidade de atendimento e a qualidade dos serviços prestados.

Os combos cirúrgicos são uma solução prática e eficiente, cada um composto por seis equipamentos voltados para procedimentos de baixa e média complexidade, como vasectomias e laqueaduras. Já os combos oftalmológicos, que reúnem cinco equipamentos, visam a qualificação e expansão da oferta de cirurgias mais complexas, como as de catarata, que é uma das principais causas de cegueira no Brasil.

Nos 185 municípios beneficiados, os novos equipamentos serão distribuídos em hospitais públicos e filantrópicos, com o intuito de descentralizar a oferta de serviços e diminuir as desigualdades regionais no acesso à saúde. Em regiões mais carentes, como na Região Norte, a capacidade de cirurgias oftalmológicas poderá aumentar em até 134%, um impacto crucial para moradores dessas áreas.

Um exemplo prático dos benefícios trazidos por essa iniciativa pode ser visto no Hospital Municipal Barata Ribeiro, no Rio de Janeiro, onde houve um aumento de 15% na realização de cirurgias com o novo combo de cirurgia geral. Este tipo de avanço operacional mostra a importância dos novos equipamentos, que permitem ao hospital atender melhor a população e reduzir os tempos de espera.

Em outras localidades, como no Ceará, a transformação já é visível. No Hospital Geral de Fortaleza, a modernização com o novo combo de oftalmologia inclui um fotocoagulador a laser, crucial para o tratamento de doenças retinianas. O chefe do setor de retina do HGF, Felipe Carvalho, mencionou que a nova tecnologia está contribuindo para a diminuição das filas, melhorando a qualidade do atendimento.

Além de aumentar o acesso à saúde, a aquisição centralizada dos combos cirúrgicos gerou uma economia significativa, superior a R$ 281 milhões para os cofres públicos e representando uma redução de 37,9% em relação ao valor estimado inicialmente. O Ministério da Saúde priorizou a compra de produtos fabricados no Brasil, em uma iniciativa que alavanca o desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.

As remessas desses equipamentos começaram em fevereiro e continuarão até junho. Essa entrega inclui não apenas os equipamentos, mas também sua instalação, o treinamento das equipes e uma garantia estendida de 36 meses. Essas ações são essenciais para garantir que os equipamentos estejam prontos para uso imediato e contribuam para a melhoria do atendimento no SUS.

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