Gestores de Unidades de Conservação desempenham um papel vital na preservação e manejo das riquezas naturais da Amazônia. Recentemente, em Santarém, PA, gestores de Unidades de Conservação estaduais participaram de um treinamento promovido pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). Esta capacitação teve como principal objetivo orientar as equipes sobre a utilização do Sistema Cérebro e os procedimentos voltados à gestão das Unidades de Conservação apoiadas pelo programa.
Durante três dias de imersão, de 19 a 21 de maio, os gestores de Unidades de Conservação de diferentes estados da Amazônia Legal se reuniram para discutir temas cruciais. Os tópicos abordados incluíram execução financeira, contratação de serviços, aquisição de bens, gestão de contratos, uso de cartões operacionais e ferramentas de planejamento.
O secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, destacou a importância da qualificação das equipes que atuam nas Unidades de Conservação. Ele explicou que quando os gestores dominam os instrumentos de planejamento e execução, as ações ambientais têm mais chances de alcançar as comunidades de forma eficiente. Isso ressalta a relevância de capacitações como a que foi realizada.
A capacitação ambiental ofereceu aos participantes orientações sobre o funcionamento do Programa Arpa, que é reconhecido mundialmente como a maior iniciativa de proteção de florestas tropicais. O programa foi criado para apoiar a conservação e uso sustentável das áreas protegidas na Amazônia brasileira, e a formação dos gestores é um passo essencial para o sucesso dessa iniciativa.
Uma das partes principais do treinamento envolveu o uso do Sistema Cérebro, uma plataforma desenvolvida pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) para o gerenciamento das solicitações feitas pelos gestores. As atividades incluíram oficinas práticas, simulações de processos e orientações sobre os fluxos administrativos comuns no dia a dia das Unidades de Conservação, assegurando que todos os gestores se sentissem preparados para utilizar esta ferramenta de forma eficaz.
Outro ponto importante abordado no treinamento foi a elaboração e execução do Plano Operativo (PO), um documento que organiza as necessidades das Unidades de Conservação para um período de dois anos. O PO é essencial para garantir o acesso a recursos do Programa Arpa, permitindo a realização de ações como fiscalização, monitoramento da biodiversidade e aquisição de equipamentos.
No Estado do Amazonas, a Sema atua de forma proativa na gestão de Unidades de Conservação que são fundamentais para a proteção da biodiversidade, ordenamento territorial e desenvolvimento sustentável. Os gestores de Unidades de Conservação, como Yago Garcés, da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Amapá, relatam que treinamentos como o promovido pelo Arpa são grandes avanços na rotina operacional.
Garçes afirmou que o treinamento possibilita uma gestão mais organizada e eficiente. Ele ressaltou que os conhecimentos adquiridos ajudam a entender melhor os fluxos de trabalho e a utilizar as ferramentas de maneira eficaz, refletindo em um trabalho mais produtivo dentro do território.
Para Márcia Lins, assessora técnica da Sema e ponto focal do Programa Arpa no Amazonas, a capacitação dos gestores é crucial para que as Unidades de Conservação possam implementar suas ações com segurança e eficácia administrativa. Ela também notou que esse treinamento fortalece a integração entre as equipes e melhora o acompanhamento das demandas no Sistema Cérebro, contribuindo para uma gestão mais organizada dos recursos.
O Programa de Áreas Protegidas da Amazônia, Arpa, é uma colaboração entre diversas agências, tanto governamentais quanto não governamentais, com o intuito de expandir a proteção da floresta amazônica. Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, o programa é gerido financeiramente pelo Funbio e, no Amazonas, é implementado em 24 Unidades de Conservação do Estado. O financiamento do programa inclui recursos de doadores nacionais e internacionais, destacando o comprometimento global com a conservação ambiental na Amazônia.