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Dois anos e mais de 10 mil ações de cerco ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami

23 de abril de 2026
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Garimpo ilegal é um desafio constante enfrentado pelo Governo do Brasil, especialmente na Terra Indígena Yanomami (TIY). Desde março de 2024 até abril de 2026, foram realizadas mais de 10 mil ações de combate a essa prática ilegal, que representa uma séria ameaça ao meio ambiente e aos direitos dos povos indígenas. A operação, coordenada pela Casa de Governo, tem se mostrado uma das mais extensas e duradouras na Amazônia.

Durante esse período, foram contabilizadas 10.052 ações que incluem a destruição de estruturas ilegais e o bloqueio logístico de invasores. O impacto financeiro estimado da violência do garimpo ilegal na região é de impressionantes R$ 683 milhões. Além de impedir a exploração, essas ações concentraram-se na fiscalização em áreas estratégicas, inibindo a logística utilizada pelos garimpeiros.

O garimpo ilegal, que se caracteriza pela exploração não autorizada de recursos minerais, causou a inutilização de 2.155 motores e 558 geradores, entre outros equipamentos. As apreensões também incluíram 154 armas e mais de 3.400 munições, refletindo a seriedade com que o governo trata a segurança da região e a proteção do território indígena.

Fases distintas da operação foram implementadas, como a Operação Maamaxi Xawara, que se concentrou na destruição de estruturas garimpeiras no Baixo Catrimani. Graças a essas ações, foram destruídos acampamentos e equipamentos fluviais que sustentavam essa atividade criminosa. O combate ao garimpo ilegal é suportado por uma colaboração entre diversas agências, incluindo a Funai e a Força Nacional, que atuam em conjunto para sufocar essas atividades.

Os esforços de combate não se limitam à TIY; operações também ocorrem arranjadas em áreas de abastecimento fora da terra indígena. Medidas rigorosas foram tomadas para a fiscalização de postos de combustível e pontos de abastecimento onde os garimpeiros costumavam se reabastecer. Isso resultou na apreensão de 3,3 mil litros de combustíveis e na destruição de infraestruturas que apoiavam o garimpo ilegal.

O papel do ICMBio é fundamental nesta luta contra o garimpo ilegal, intensificando ações em unidades de conservação federais. Suas operações visam coibir a reconstituição de bases garimpeiras e aumentar a pressão sobre as rotas alternativas usadas pelos invasores. Além disso, a apreensão de mercúrio, material altamente tóxico utilizado no processo de extração de ouro, é outro aspecto crítico. Em ações quase diárias em Boa Vista, foram apreendidos cerca de 835 quilos de mercúrio em menos de duas semanas, o que representa um grande avanço na proteção ambiental e na saúde pública.

A contínua vigilância e as operações na Terra Indígena Yanomami têm demonstrado um efeito positivo, com a redução de 98% nas áreas de novos garimpos desde o início dessa mobilização. Isso revela uma estratégia de longo prazo que vai além de ações esporádicas, criando uma rede de proteção efetiva para os povos indígenas e o meio ambiente.

À medida que novas áreas são mapeadas e ações de varredura são implementadas, o objetivo permanece claro: retirar completamente a presença dos invasores da TIY. A estratégia atual se orienta para uma proteção integral do território, neutralizando as estruturas ilegais e impedindo que o garimpo ilegal se restabeleça. Essas legítimas ações de fiscalização contínua criam um precedente importante na luta contra o garimpo ilegal no Brasil e mostram a força do governo brasileiro em proteger seus recursos naturais e os direitos dos povos indígenas.

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