Fundo Amazônia inicia um novo capítulo no desenvolvimento sustentável ao direcionar R$ 350 milhões para projetos de sociobioeconomia na região. Este investimento visa potencializar a inclusão produtiva e o fortalecimento das cooperativas, além de fomentar a inovação tecnológica. A iniciativa beneficiará diretamente mais de 5 mil famílias e, pelo menos, 60 cooperativas, destacando a importância do trabalho colaborativo na Amazonia Legal.
Os recursos alocados pelo Fundo Amazônia serão utilizados em um conjunto abrangente de iniciativas. Serão apoiados projetos de ciência, tecnologia e inovação (CT&I), envolvendo aproximadamente 60 Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs), das quais pelo menos 32 estão localizadas na Amazônia. Essa colaboração busca criar sinergias entre o conhecimento acadêmico e as práticas tradicionais das comunidades locais.
Na quarta-feira, 1º de abril, em Brasília, foi lançado o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio). O Fundo Amazônia, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e operacionalizado pelo BNDES, desempenha um papel central nesse plano. A ministra Marina Silva afirmou que o direcionamento de recursos para a sociobioeconomia é um passo vital para a utilização sustentável dos recursos naturais, promovendo não apenas a prosperidade econômica, mas também o comprometimento com as metas de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.
A estratégia do fundo inclui iniciativas como o Coopera+ Amazônia, que receberá R$ 107,2 milhões, sendo R$ 103,5 milhões do Fundo Amazônia. Este projeto, em parceria com o Sebrae e outros ministérios, visa fortalecer 50 cooperativas localizadas em cinco estados da Amazônia Legal, com foco em três mil famílias que dependem diretamente dessas organizações. O investimento será aplicado em cadeias produtivas como açaí, babaçu, castanha-da-amazônia e cupuaçu, e incluirá ações de capacitação e assistência técnica.
O Fundo Amazônia também destinará R$ 69 milhões para o projeto “Cooperar com a Floresta”, que irá beneficiar 2.500 famílias organizadas em 10 cooperativas no Acre. O objetivo é fortalecer as cadeias de produção de polpa de frutas e café, com foco em melhorias logísticas e aumento da qualidade dos produtos. Essas ações são vitais para garantir que as cooperativas não apenas sobrevivam, mas prosperem em um mercado competitivo.
Além dessas iniciativas, o Fundo Amazônia destinará R$ 181,3 milhões ao programa “Desafios da Amazônia”. Este projeto, em parceria com a Fundação Arthur Bernardes e o Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), busca integrar ciência, tecnologia e inovação ao conhecimento tradicional. A abordagem colaborativa deve fortalecer a ligação entre ICTs e Organizações Socioprodutivas (OSPs), promovendo o desenvolvimento de novos projetos e pesquisas que beneficiem a sociobioeconomia na Amazônia.
Criado em 2008, o Fundo Amazônia é considerado a maior iniciativa global para redução de emissões por desmatamento e degradação florestal (REDD+). Em 2025, o fundo superou a marca de R$ 2 bilhões em projetos aprovados, ampliando seu alcance para restaurar áreas devastadas e apoiar atividades produtivas sustentáveis. As novas diretrizes do fundo também enfatizam a importância do monitoramento ambiental e do combate a incêndios florestais, que se expandem agora para o Cerrado e o Pantanal, com esforços para regularizar terras e fortalecer a segurança alimentar.
Entre 2023 e 2025, o Fundo Amazônia aprovou e contratou R$ 4 bilhões em projetos, o que demonstra uma recuperação significativa e ampliação de sua capacidade operacional. Este avanço promete não apenas resgatar a imagem do fundo, mas também criar um futuro mais sustentável para a Amazônia Legal e suas comunidades. Com iniciativas inovadoras e um compromisso com o desenvolvimento sustentável, o Fundo Amazônia está na vanguarda da transformação ambiental e social no Brasil.