Ensino em tempo integral tem se tornado uma prioridade nas políticas educacionais brasileiras. O crescimento da matrícula em tempo integral na rede pública de ensino, registrado pela 1ª etapa do Censo Escolar 2025, demonstra que a participação nesta modalidade de ensino cresceu em todas as etapas do ensino básico, atingindo 25,8% de cobertura. Este marco Paulista é um reflexo direto das iniciativas do Governo e das secretarias de educação, focadas em expandir o acesso à educação de qualidade.
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o levantamento realizado revela que, pela primeira vez, o Brasil ultrapassou a meta 6 do Plano Nacional de Educação (PNE). A meta estipulava que a oferta de educação em tempo integral nas escolas públicas deveria alcançar pelo menos 25% dos alunos da educação básica. No entanto, estados como Piauí e Ceará têm se destacado ao exceder essas metas.
Em Piauí, as estatísticas são impressionantes: 56,5% das matrículas na rede pública de ensino estão em tempo integral, considerando a educação infantil, ensino fundamental e médio. Isso representa um total de 341.909 matrículas em tempo integral, dentro de um universo total de 604.795 matrículas em escolas públicas do estado.
No que diz respeito ao ensino médio regular, Piauí se destaca ainda mais, com 75,1% de matrículas na modalidade de tempo integral presencial. No total, essa etapa de ensino conta com 85.780 matrículas, de um total de 114.193 matrículas no ensino médio. Esse crescimento expressivo demonstra a eficácia das políticas de incentivo à educação em tempo integral implementadas no estado.
No Ceará, as estatísticas também são muito positivas. O estado alcançou 53,1% das matrículas na rede pública de ensino em tempo integral, englobando educação infantil, ensino fundamental e médio. Juntas, essas três etapas reúnem 827.455 matrículas nessa modalidade, de um total de 1.557.018 matrículas na rede pública. A evolução do ensino em tempo integral no Ceará também reflete mudanças significativas nos últimos quatro anos, onde o percentual de matrículas nos anos finais do ensino fundamental registrou um aumento expressivo de 40,6 pontos percentuais entre 2021 e 2025, saltando de 34,3% para 74,9%.
O fortalecimento do ensino em tempo integral no Brasil não se limita apenas ao aumento das matrículas. O Programa Escola em Tempo Integral tem sido fundamental para fomentar a criação de matrículas com jornada estendida, que é igual ou superior a 7 horas diárias. Essa abordagem oferece uma oportunidade valiosa para a ampliação da jornada escolar, com foco na perspectiva da educação integral. Além disso, o programa prioriza as escolas que atendem estudantes em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica, garantindo assim que todos tenham acesso a um ensino de qualidade.
O Governo Federal, por meio de assistência técnica e financeira, apoia as propostas pedagógicas dessas escolas, assegurando que estejam alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Essa sincronização entre as políticas públicas e as realidades escolares é essencial para que o ensino em tempo integral cumpra seu papel de transformar a educação no Brasil.
Em conclusão, o crescimento do ensino em tempo integral representa não apenas um avanço numérico, mas a construção de um futuro melhor para milhões de estudantes brasileiros. Com a continuidade do esforço em expandir e melhorar essa modalidade de ensino, espera-se que a educação em tempo integral se torne uma realidade ainda mais acessível e que traga benefícios significativos para a sociedade.