Energia solar é uma das soluções mais promissoras para a transição energética no Brasil. Recentemente, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) autorizou a liberação de R$ 18,1 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) para projetos voltados à energia solar no Ceará. Essa iniciativa destaca o papel fundamental da Região Nordeste como um polo estratégico de energia limpa no contexto brasileiro.
Os recursos liberados pela Sudene serão destinados a dois empreendimentos de energia solar, conhecidos como Bom Jardim Energia Solar 1 e Bom Jardim Energia Solar 3, ambos instalados no município de Icó, Ceará. Os projetos receberam, respectivamente, R$ 4,5 milhões e R$ 13,6 milhões, totalizando um investimento significativo que reforça a confiança na energia solar como uma alternativa viável e sustentável.
Esta nova liberação representa o terceiro aporte do FDNE para o complexo fotovoltaico Bom Jardim, que agora acumula um total de R$ 79 milhões em recursos destinados à energia solar. Até agora, a Sudene desembolsou R$ 88,7 milhões em dezembro de 2025 e R$ 17 milhões em janeiro deste ano, com a expectativa de que a participação total do FDNE alcance R$ 123,9 milhões em um investimento global de R$ 383,3 milhões.
Heitor Freire, diretor de Fundos e Incentivos Fiscais da Sudene, enfatiza a importância dos investimentos em energia solar para o futuro econômico do Ceará. Segundo Freire, “o projeto contribui diretamente para inserir o estado no mercado internacional de hidrogênio verde, especialmente pela conexão com o Porto do Pecém”. Este comentário sublinha a estratégia do Ceará em tornar-se um hub energético eficiente e inovador.
O grupo Qair International, que está à frente dos empreendimentos, informou que as duas usinas de energia solar farão parte do Complexo Fotovoltaico Bom Jardim, o qual contará com um total de dez Sociedades de Propósito Específico (SPEs). A importância da energia solar não se restringe apenas ao seu potencial de geração, mas também ao impacto econômico local: espera-se que a construção das usinas crie cerca de 700 empregos diretos durante a fase de implantação, além de aproximadamente 100 postos indiretos em setores variados como comércio, serviços e hospedagem.
Cada planta possui capacidade instalada de 59,6 MWp em corrente contínua, gerando cerca de 48,118 MW em corrente alternada. Essa significativa capacidade produtiva reforça a expansão da matriz energética limpa, posicionando a energia solar como um pilar essencial para a sustentabilidade e desenvolvimento econômico do Nordeste.
Francisco Alexandre, superintendente da Sudene, destaca a contribuição do FDNE para garantir que o Nordeste se mantenha como um atrativo para investimentos em energia limpa e se posicione como protagonista na transição energética do Brasil. Essa concentração de esforços e recursos em energia solar é uma resposta clara ao desafio de um futuro mais sustentável e responsável ambientalmente.
Além dos projetos mencionados, a Sudene também aprovou consultas prévias para financiamentos adicionais com recursos do FDNE. Uma dessas consultas é da empresa Aços Cipalam LTDA, que busca R$ 80 milhões para implantar uma unidade siderúrgica no município de Periquito (MG). Outra consulta aprovada é da Martins Indústria e Comercio e Serviços SPE LTDA, que está pleiteando R$ 5,1 milhões para a instalação de uma usina de energia elétrica fotovoltaica no município de Caucaia (CE). No total, esses projetos representam investimentos de R$ 275 milhões e R$ 10,2 milhões, respectivamente.
A energia solar está, portanto, não apenas transformando o perfil energético do Ceará, mas também contribuindo significativamente para o fortalecimento da economia regional, empregando milhares de pessoas e oferecendo um futuro mais limpo e sustentável para todos.