CSW70 é um evento crucial que reúne líderes de todo o mundo para discutir a situação da mulher e a igualdade de gênero. Neste contexto, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, esteve em Nova Iorque para reafirmar o compromisso do Brasil com esses temas fundamentais. Durante o segundo dia da 70ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW70), a ministra participou de debates oficiais da ONU, incluindo o Seguimento Ministerial sobre acesso à justiça.
Como parte de sua agenda na CSW70, Márcia Lopes destacou a importância do acesso das mulheres e meninas ao sistema de justiça e compartilhou as experiências brasileiras no enfrentamento à violência contra as mulheres. A discussão se alinhou ao tema prioritário da CSW70, que busca fortalecer sistemas jurídicos inclusivos e eliminar barreiras que dificultam o acesso das mulheres aos seus direitos.
A ministra lembrou as políticas estruturantes que o Brasil implementou, como a Lei Maria da Penha e a criação de Delegacias da Mulher. Essas iniciativas são essenciais para garantir a proteção e a reparação às mulheres que enfrentam violência. Além disso, Lopes ressaltou a importância das casas de acolhimento e da iniciativa Ligue 180, que oferece suporte às vítimas de violência.
Em busca de um multilateralismo mais eficaz, Márcia Lopes também expressou o apoio do governo brasileiro à candidatura da ex-presidenta do Chile, Michelle Bachelet, para o cargo de secretária-geral da ONU. A candidatura de Bachelet é vista como uma forma de promover a liderança feminina na organização, uma vez que a ONU ainda não teve uma mulher em sua posição de máxima liderança. A ministra destacou a maturidade política da América Latina, que já conta com lideranças femininas reconhecidas globalmente.
Durante a CSW70, o tempo de Márcia Lopes incluiu o encontro intitulado “Mulheres no Poder: Liderança feminina na ONU e o futuro do multilateralismo”. Este evento atraiu diversas lideranças políticas e diplomáticas, incluindo a primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, e abordou a necessidade de aumentar a presença feminina em posições de poder. O fortalecimento do multilateralismo foi destacado como uma ferramenta essencial para enfrentar desigualdades e promover os direitos humanos em todo o mundo.
Outro ponto importante das discussões de Lopes na CSW70 foram as reuniões bilaterais com diversas organizações e países. Uma dessas reuniões foi com a secretaria-geral da Anistia Internacional, Agnès Callamard, na qual se discutiu o cenário internacional dos direitos humanos e os desafios no combate à violência de gênero. A ministra enfatizou o papel da Constituição brasileira na promoção dos direitos e a importância da colaboração entre o governo e a sociedade civil para elaborar políticas públicas eficazes.
Além disso, em uma conversa com a ministra para Mulheres e Igualdades do Reino Unido, foram compartilhadas experiências sobre estratégias de enfrentamento da violência contra mulheres, destacando a Lei Maria da Penha como uma referência a ser seguida. O Reino Unido também apresentou uma nova iniciativa para a criação da Coalizão Internacional para Erradicar a Violência contra Mulheres e Meninas, que busca unir esforços globais contra essa questão premente.
Outra importante reunião de Márcia Lopes na CSW70 foi com a ministra das Relações Exteriores da Colômbia, onde discutiram a cooperação regional e o intercâmbio de boas práticas no combate à violência contra mulheres. Essa parceria é vital no fortalecimento da resposta regional à violência de gênero, especialmente considerando o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio.
O trabalho da ministra Márcia Lopes na CSW70 ainda incluía a participação no evento de alto nível sobre feminicídio, programado para o mesmo dia. Esse tipo de evento é fundamental para promover transformações culturais e sociais necessárias para o combate à violência. A continuidade da agenda de Márcia Lopes em Nova Iorque na CSW70 reflete o firme compromisso do Brasil com a igualdade de gênero e os direitos das mulheres em um cenário global.