cooperação no agro começa aqui. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, lidera uma importante missão oficial à China, entre os dias 17 e 21 de maio, com compromissos nas cidades de Xangai e Pequim. Esta agenda inclui reuniões com autoridades da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) e a participação na SIAL 2026, a maior feira de alimentos e bebidas da Ásia.
O foco principal da visita é o fortalecimento da cooperação no agro, especialmente em questões relacionadas à sanidade e fitossanitário. O Brasil, como um dos principais exportadores de produtos agropecuários para a China, visa ampliar ainda mais sua presença nesse mercado estratégico. Em 2025, a China importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, totalizando 32,7% das exportações do setor.
Durante a SIAL 2026, o ministro André de Paula terá a oportunidade de interagir com empresários brasileiros e chineses, promovendo a troca de conhecimentos e possíveis parcerias comerciais. A expectativa é que esses encontros contribuam para identificar novas oportunidades de negócios e fortalecer as relações entre os dois países na área do agronegócio.
A China é um parceiro vital para o Brasil, e entre 2019 e 2025, foram abertos 25 novos mercados para produtos brasileiros, incluindo soja, proteínas animais, gergelim e muito mais. A SIAL 2026 em Xangai terá uma área ocupada de cerca de 220 mil metros quadrados, contando com mais de 5 mil expositores de 75 países.
O Brasil terá uma participação recorde nesta edição da SIAL, com 82 empresas expositoras organizadas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Essa presença já supera a edição anterior, quando apenas 54 empresas estavam presentes. Os organizadores esperam que a feira gere negócios em torno de US$ 3,3 bilhões, tanto imediatos quanto futuros.
Além da participação na feira, o ministro André de Paula ainda participará do encerramento do Seminário Brasil-China de Agronegócio, onde será discutida a importância da cooperação no agro e as chances de colaboração entre os setores produtivos dos dois países.
Após a SIAL, a delegação brasileira se deslocará para Pequim, onde uma série de reuniões está programada. O objetivo dessas reuniões é discutir questões de cooperação sanitária e fitossanitária, bem como ampliar o comércio agropecuário entre Brasil e China. Entre os tópicos abordados, estão a sustentabilidade e as práticas de agricultura moderna.
Dentre os compromissos está também a participação no ‘Diálogo Brasil-China sobre Finanças Verdes e Cooperação em Agricultura Sustentável’, o que demonstra o comprometimento brasileiro em alinhar suas práticas agrícolas com tendências globais de sustentabilidade. O seminário organizado pela ABPA também será uma plataforma importante para discutir os avanços nas relações bilaterais.
A cooperação no agro entre Brasil e China representa não apenas uma oportunidade de negócios, mas também um passo significativo para reforçar os laços diplomáticos e comerciais entre duas das maiores economias agrícolas do mundo. O sucesso dessas iniciativas pode resultar em um fortalecimento sustentável das relações agrícolas, beneficiando tanto os produtores brasileiros quanto o mercado chinês.