Conservação das espécies migratórias é o tema central da 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP 15), que começou no Brasil, na capital sul-mato-grossense, em março de 2024. Este evento reúne cerca de 2 mil participantes e marca uma nova era de compromisso do Brasil com a proteção de animais e plantas. Sob o lema ‘Conectando a natureza para sustentar a vida’, a conferência busca promover diálogos significativos sobre a importância da preservação das espécies migratórias e a integridade dos ecossistemas.Assumindo a presidência da COP 15, o Brasil, pela primeira vez, destaca-se como um líder global em causas socioambientais. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, abriu os trabalhos enfatizando a relevância do Pantanal como local estratégico para esse debate. Silva ressaltou que a conservação das espécies migratórias é vital para garantir a saúde ecológica do planeta.
‘Conservação das espécies migratórias é essencial para o nosso futuro. Precisamos conectar as nações e suas políticas de preservação’, afirmou a ministra. A inclusão das vozes de povos e comunidades tradicionais é um ponto de destaque para fortalecer essa causa, pois são essas comunidades que muitas vezes atuam como guardiãs dos ecossistemas.Fazendo referência à rica biodiversidade do Pantanal, Capobianco, secretário-executivo do MMA, reforça que o Brasil trabalhará para engajar outros países na luta pela conservação das espécies migratórias. ‘Temos um compromisso firme de colaboração com a CMS, onde proposições de novas adesões a tratados internacionais estão na pauta’, explicou.
A COP 15 não se limita a ser um evento meramente cerimonial, mas propõe discussões práticas, enfrentando questões cruciais como a caça ilegal, a perda de habitat e a poluição que ameaça a vida selvagem. O Brasil está propondo a inclusão de 42 novas espécies, entre elas, o Pintado, um importante peixe migratório presente em várias bacias hidrográficas. A proteção das espécies migratórias é um tema que extrapola fronteiras e demanda ação coordenada entre os países.
Elizabeth Maruma Mrema, diretora adjunta do PNUMA, comentou que a reunião ‘representa um chamado à ação’, convidando todos os Estados a considerar a conservação das espécies migratórias como uma prioridade mundial. O que está em discussão nos corredores da COP 15 é a necessidade urgente de transformar acordos em ações concretas que resultem na proteção de espécies ameaçadas.
Além disso, a secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel, alertou que a superação de barreiras políticas e práticas é crucial para o sucesso da conferência. ‘Conservação das espécies migratórias envolve um esforço combinado. Precisamos unir forças para enfrentar as ameaças que persistem’, enfatizou. Este é um momento de oportunidades, onde cada nação deve assumir um papel ativo na proteção do nosso planeta.
A conferência ocorrerá até 29 de março, e cada dia será destinado a aprofundar as discussões sobre como efetivamente implementar e monitorar os compromissos assumidos. Durante este tempo, o Brasil também promoverá eventos colaterais, como o Espaço Brasil, que trará experiências e conhecimentos sobre a biodiversidade local. ‘Estamos prontos para liderar pelo exemplo, fazendo um chamado à ação mundial’, concluiu a ministra Marina Silva.
A importância das populações tradicionais e seu papel na proteção da biodiversidade também será um foco durante a COP 15. ‘Precisamos valorizar suas contribuições no processo de conservação’, declarou Silva. A participação ativa de todos é essencial para garantir que as espécies migratórias tenham o futuro que merecem. Portanto, a conservação das espécies migratórias é um chamado à ação, onde cada um deve fazer sua parte para promover um planeta mais sustentável e harmonioso.