ConCidades-AM inicia agora uma nova fase. Recentemente, o Governo do Amazonas fez a 1ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual das Cidades do Amazonas (ConCidades-AM), marcando um ressurgimento após 12 anos de inatividade. O encontro, que ocorreu na sede da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), sob a gestão da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), abrigou conselheiros e membros dedicados a fortalecer políticas urbanas significativas para o Amazonas.
O ConCidades-AM desempenha um papel vital na articulação de políticas públicas nas áreas de habitação, mobilidade urbana, saneamento, e gestão democrática das cidades. É imperativo respeitar as especificidades territoriais, sociais, culturais, e ambientais nas diversas realidades amazônicas.
Em seu discurso, Marcellus Campêlo, secretário da Sedurb e presidente do ConCidades-AM, sublinhou a relevância do conselho como um espaço essencial para o diálogo entre o poder público e a sociedade civil. O fortalecimento das políticas de desenvolvimento urbano sustentável no Amazonas é uma prioridade.
“Estamos felizes em retomar esse colegiado tão importante para o debate de políticas públicas focadas na melhoria das cidades amazônicas. As características destas cidades diferem, consideravelmente, das demais regiões do país. O conselho representa uma diversidade significativa da sociedade, funcionando como um fórum de debate e construção de políticas públicas”, destacou o secretário Campêlo.
Na reunião inaugural, o cronograma de encontros e o calendário oficial do conhecimento foram discutidos e delineados. Além disso, a composição e a organização do colegiado foram debatidas, estipulando-se uma estrutura institucional adequada. Os conselheiros também aprovaram o regimento interno que orientará o funcionamento eficaz do ConCidades-AM.
Melissa Toledo, vice-presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Amazonas (CAU), também membro ativo do ConCidades-AM, enfatizou a importância do planejamento das atividades. “Hoje, cumprimos nossa meta: estabelecemos um planejamento abrangente que servirá para retomar as atividades do Conselho. Discutimos cronogramas e agendas de reuniões, assim como um plano de trabalho. Também focamos na revisão do desempenho institucional e na atualização das normas que regerão o funcionamento do conselho”, disse Melissa Toledo.
Outro voto de confiança veio através da conselheira titular, Marcelly Benarrós, que representou os povos indígenas Munduruku durante a reunião. Ela enfatizou a importância do ConCidades-AM como um fórum de diálogo e construção conjunta de políticas públicas. “Para nós, povos indígenas, este conselho é crucial. A reunião foi muito produtiva e as deliberações contribuirão para a criação de políticas públicas que atendem a todos os povos. A participação de diversos segmentos foi fundamental para promover melhorias coletivas em favor da população”, afirmou Marcelly.
É inegável que atividades como a 6ª Conferência Estadual das Cidades do Amazonas, realizada em fevereiro, também desempenham um papel crucial na dinâmica. A conferência, organizada pela Sedurb, no Salão Rio Solimões, em Manaus, resultou na posse de 70 membros, entre titulares e suplentes, que representam tanto o poder público quanto diversos segmentos da sociedade civil, incluindo movimentos populares, entidades empresariais, trabalhadores, acadêmicos, e ONGs.
Com o ConCidades-AM, o Amazonas abre um novo capítulo. O compromisso com a discussão e construção de políticas públicas que considerem suas singularidades é mais forte do que nunca. Com um conselho unificado e ativo, o futuro das cidades amazônicas parece promissor.