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Conab inicia entrega de 2 mil cestas de alimentos a famílias indígenas em Dourados

6 de abril de 2026
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A partir desta segunda-feira (6/4), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) inicia a entrega de cestas de alimentos a comunidades indígenas da região de Dourados, em Mato Grosso do Sul. Ação faz parte da força-tarefa do Governo Federal diante da situação de emergência enfrentada pelo município, consequência do avanço dos casos de chikungunya. Serão beneficiadas 2 mil famílias em situação de insegurança alimentar e nutricional, conforme levantamento realizado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde (MS).
Nesta primeira entrega, serão disponibilizados 3 caminhões para o transporte de 2.000 cestas fornecidas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), vinculadas ao Plano de Trabalho nº 04/2025 da Ação de Distribuição de Alimentos a Grupos Populacionais Específicos (ADA) firmado entre a estatal e o MDS. A ação é coordenada pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em articulação com o MDS, a Conab, a Secretaria de Saúde Indígenae a Defesa Civil.
Outras duas entregas estão previstas para maio e junho, totalizando a distribuição de 6 mil cestas de alimentos. As cestas têm um total de 21,5 quilos, composta por arroz beneficiado polido longo fino, feijão carioca, leite em pó, óleo de soja, farinha de mandioca, macarrão espaguete, açúcar cristal, flocos de milho, sardinhas em lata e sal.
Além da doação de cestas de alimentos, a Superintendência da Companhia em Mato Grosso do Sul também disponibilizou as dependências da Unidade Armazenadora de Dourados para servir de depósito para insumos, guarda de veículos e equipamentos e base operacional dos órgãos que precisarem.
A força-tarefa do Governo do Brasil conta com a mobilização interministerial que integra ações de saúde, assistência, defesa civil e apoio logístico no território. A emergência atinge a população do município, com impacto maior sobre as comunidades indígenas. A resposta federal está em curso desde meados de março, sob coordenação do Ministério da Saúde, que mobilizou a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), reforçou equipes assistenciais e intensificou as ações de vigilância e controle vetorial no território. A atuação inclui busca ativa de casos, visitas domiciliares, eliminação de criadouros e ampliação do atendimento à população, com atenção especial às áreas mais vulneráveis, incluindo territórios indígenas.
Cenário epidemiológico – Dados mais recentes da vigilância epidemiológica, referentes a 2 de abril, apontam que a região registra 2.812 notificações de chikungunya, sendo 1.198 confirmados, 430 descartados e 1.184 ainda em investigação. A concentração maior dos casos está nas aldeias indígenas, onde foram confirmados 822 casos – 68,6% do total de confirmações na região.
Até o momento, foram confirmados cinco óbitos na região de Dourados, todos entre a população indígena do município.
Para fortalecer a coordenação das ações, o Ministério da Saúde estabeleceu, em 25 de março, uma Sala de Situação em Brasília, com reuniões permanentes para monitoramento do cenário e integração das decisões entre equipes técnicas e gestores.
No território indígena, a atuação é realizada de forma articulada entre os ministérios da Saúde, Povos Indígenas, Integração e Desenvolvimento Regional, Defesa, Desenvolvimento Social, Funai e o Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS), que conta com 210 Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e 150 Agentes Indígenas de Saneamento (Aisan), além de reforço logístico com 91 pickups, 6 vans e 1 caminhão.
As ações incluem ainda capacitação de profissionais de saúde da rede municipal e indígena, alinhamento de protocolos clínicos para diagnóstico e manejo adequado da doença, além de ações de educação em saúde em escolas e comunidades. Também está previsto o envio de mensagens de prevenção via WhatsApp para mais de 234 mil moradores, em português e com tradução para língua indígena.
A resposta inclui ainda a qualificação da assistência, com implementação do protocolo nacional de chikungunya e capacitação das equipes para identificação precoce de casos graves e manejo clínico adequado.

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