Centro Integrado Mulher Segura é uma iniciativa crucial lançada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para fortalecer as ações de combate à violência contra mulheres em todo o País. Com um investimento estimado em R$ 28 milhões, este programa busca integrar esforços entre os diferentes níveis do governo e melhorar a proteção e a responsabilização de agressores.
A criação do Centro Integrado Mulher Segura faz parte do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que foi firmado em fevereiro pelos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Esta coligação tem como meta central ampliar a prevenção aos crimes violentos e garantir os direitos das mulheres afetadas.
Um dos principais desafios enfrentados pelo Centro Integrado Mulher Segura é a fragmentação de dados e a ausência de integração entre os sistemas de segurança pública que atuam em casos de violência contra mulheres. O CIMS funcionará como um núcleo nacional de inteligência, reunindo, analisando e compartilhando informações estratégicas que ajudarão a orientar decisões e aprimorar as políticas públicas. Isso significa que a eficácia no enfrentamento da violência poderá ser significativamente aumentada através do compartilhamento de informações entre os diversos órgãos governamentais.
Durante o lançamento, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Welington Lima, destacou a importância do uso da tecnologia no combate aos crimes contra mulheres. Ele enfatizou que a experiência brasileira deve ser transformada em uma prioridade nacional para combater o feminicídio, unindo esforços institucionais e utilizando dados estratégicos para prevenção. Lima ressaltou a necessidade de romper com a cultura de ódio e reafirmar o compromisso com a defesa da vida e da autonomia feminina.
A primeira-dama Janja Silva também esteve presente na cerimônia e sublinhou a importância do Centro Integrado Mulher Segura. Ela ressaltou que a iniciativa representa uma das principais entregas do Governo Federal para as mulheres e que a integração com o Ligue 180 irá conectar os canais de apoio às vítimas. “Esse centro vai unir forças para salvar vidas e garantir a proteção das mulheres”, afirmou.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, ressaltou que o CIMS permitirá antecipar perfis de agressores e evitar crimes, afirmando que a violência contra a mulher exige uma ação coordenada e inteligente. A estrutura do centro será composta por 27 salas de situação espalhadas por todo o Brasil, o que possibilitará um monitoramento incessante, identificação de padrões e antecipação de riscos.
Além disso, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, relembrando ações anteriores, enfatizou que a violência contra a mulher não deve ser banalizada, e a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, acrescentou que o centro qualifica o uso de dados e fortalece a articulação entre os entes federativos e o sistema judiciário.
Fernanda Anto, coordenadora do CIMS, falou sobre o potencial do cruzamento de informações e a atuação com previsibilidade, ressaltando que o objetivo é prevenir a ocorrência de violência.
Como funcionará o Centro Integrado Mulher Segura? Instalado no MJSP, em Brasília, o CIMS atuará em sinergia com uma rede nacional, além de ser apoiado por dados de registros de ocorrências e denúncias feitas por canais como o Ligue 180 e o 190. A integração de informações garantirá respostas mais rápidas e eficazes, auxiliando no enfrentamento à violência.
O diretor de Operações Integradas e Inteligência, José Anchieta Nery, explicou que o centro irá reunir dados estratégicos e apoiar ações operacionais para localizar e prender agressores. Entre as entregas previstas pelo CIMS estão diagnósticos nacionais, relatórios estratégicos e capacitação de profissionais para garantir a padronização dos atendimentos.
O Centro Integrado Mulher Segura apresenta uma estrutura tecnológica que pretende fortalecer as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams) e as Patrulhas Maria da Penha. A expectativa é aumentar a capacidade de monitoramento e resposta do Estado, além de reforçar a articulação entre os entes federativos, resultando em políticas públicas de proteção mais eficazes para as mulheres.