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Grupo de trabalho vai regulamentar banco nacional de dados sobre facções criminosas, milícias e grupos paramilitares

5 de junho de 2026
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Banco nacional de dados é uma iniciativa fundamental para o combate ao crime organizado no Brasil. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) está em processo de regulamentação do Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas Ultraviolentas, Grupos Paramilitares e Milícias Privadas. Essa regulamentação visa o fortalecimento das ações de prevenção e repressão ao crime, dentro de um sistema integrado de Segurança Pública.

O banco nacional de dados foi previsto no artigo 29 da Lei nº 15.358, sancionada em 24 de março de 2026. Esse banco servirá como uma ferramenta estratégica para a integração de informações e produção de inteligência no Sistema Único de Segurança Pública (Susp). O objetivo é proporcionar um ambiente que permita um monitoramento eficaz das ações de organizações criminosas.

A proposta de regulamentação em desenvolvimento inclui a criação de uma base nacional unificada. Essa base conterá informações detalhadas sobre integrantes, colaboradores e financiadores de facções criminosas, bem como dados sobre estruturas organizacionais e vínculos financeiros e territoriais. Com a centralização dessas informações, o banco nacional de dados facilitará não apenas as investigações, mas também a identificação de conexões operacionais e interesses entre as diversas organizações criminosas que atuam no Brasil.

A coordenação do sistema ficará a cargo da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) através da Diretoria de Gestão e Integração de Informações (DGI). Uma das inovações da proposta é que o banco nacional de dados será desenvolvido em sintonia com os bancos estaduais, que deverão ser implementados em diferentes unidades da Federação. Isso garante um intercâmbio de informações efetivo entre as esferas federal e estadual.

Um aspecto crítico da regulamentação proposta é a implementação de mecanismos de auditoria contínua e elevados padrões de segurança para a proteção dos dados. O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, enfatizou que a efetividade do banco nacional de dados depende da capacidade do Estado de compartilhar e integrar informações em tempo real, especialmente considerando que o crime organizado não se limita a fronteiras estaduais.

Dentro desse contexto, o grupo de trabalho que está responsável pela elaboração da regulamentação reunirá representantes de diversas instituições de segurança, como a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Esta colaboração interinstitucional é essencial, pois permitirá um alinhamento de esforços no combate às facções criminosas, milícias e grupos armados no Brasil.

Além de melhorar a eficácia das investigações, o banco nacional de dados permitirá a identificação de vínculos entre indivíduos e organizações criminosas. Essa informação é fundamental para a formulação de políticas públicas baseadas em evidências, visando não apenas a repressão imediata, mas a redução da criminalidade a longo prazo.

A elaboração da regulamentação também incluirá protocolos de inclusão, atualização e exclusão de registros no banco. A tecnologia desempenhará um papel crucial, com a utilização de ferramentas avançadas para a correlação de dados e análise de vínculos. Esses critérios objetivos ajudarão a garantir que o banco nacional de dados permaneça relevante e eficaz no combate ao crime organizado no Brasil.

Em resumo, o banco nacional de dados representa um passo significativo na luta contra o crime organizado. A integração de informações e a cooperação entre diferentes agências de segurança pública são imprescindíveis para o sucesso dessa iniciativa. Sob a direção do MJSP e com a colaboração de múltiplas instituições, espera-se que o banco nacional de dados transforme a forma como o Brasil enfrenta facções criminosas, proporcionando um ambiente mais seguro para todos os cidadãos.

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