Agroecologia é o tema central da 2ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica do Amazonas (Ceapo), realizada pela Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) no dia 13/05. Este encontro foi uma oportunidade crucial para fortalecer o desenvolvimento e as práticas sustentáveis na região. O secretário da Sepror e presidente do Conselho, Ricelli Pontes, enfatizou a importância do diálogo entre os diversos órgãos que compõem o Sistema Sepror.
A agroecologia é uma abordagem que visa integrar práticas agrícolas sustentáveis, valorizando a produção orgânica e a agricultura familiar. Durante a reunião, foi apresentado um ambicioso Plano Anual de Desenvolvimento para a Agroecologia e Produção Orgânica do Amazonas, que está alinhado com as diretrizes do governador Roberto Cidade. Este plano é uma resposta às necessidades dos produtores rurais familiares, que desempenham um papel fundamental na promoção da segurança alimentar e na preservação ambiental.
Além disso, a participação de diversas entidades da sociedade civil, como o Instituto Mamirauá e a Rede Maniva, mostrou como a colaboração é essencial para desenvolver políticas públicas eficazes. A representante do Instituto Mamirauá, Fernanda Viana, detalhou um planejamento que visa a execução de recursos de R$ 1 milhão, com foco na agroecologia. As prioridades incluem a aquisição de um veículo isotérmico, a conclusão de uma agroindústria multifuncional e o fortalecimento das feiras orgânicas. Esses passos são vitais para o avanço da agroecologia no Amazonas.
Ramom Morato, da Rede Maniva, ressaltou que o Amazonas se tornou o quinto estado brasileiro a implementar uma política pública oficial para a produção orgânica e agroecológica. Este marco é um reflexo das características únicas do estado e do compromisso das comunidades tradicionais em promover práticas sustentáveis.
A reunião também contou com uma palestra da Defesa Civil do Amazonas, onde foram discutidos os impactos das mudanças climáticas e os riscos relacionados à agroecologia. Os especialistas alertaram sobre a necessidade de preparar o setor agrícola para possíveis estiagens severas e eventos extremos, destacando a importância de monitorar os níveis dos rios e as mudanças nos padrões climáticos.
Atualmente, a situação climática no Amazonas é preocupante, com 16 municípios em emergência e diversos outros em estado de alerta. As análises da Defesa Civil reforçam a necessidade de agir pré-emptivamente para proteger a produção orgânica e a agroecologia, especialmente diante do fenômeno El Niño que intensifica o aquecimento das águas do Oceano Pacífico.
O Ceapo funciona como um órgão colegiado essencial para a formulação de políticas que promovam o desenvolvimento da agroecologia e da produção orgânica. Com a participação ativa de órgãos como o Idam, a ADS e a Embrapa, é possível delinear estratégias que estimulem práticas sustentáveis e integrem a sociedade civil nesse processo.
A próxima reunião do Ceapo está prevista para o dia 17 de junho, onde novas propostas e iniciativas podem ser discutidas. É um momento oportuno para continuar o diálogo e a colaboração entre as diferentes partes interessadas, garantindo que a agroecologia prospere no Amazonas. Assim, a Sepror reafirma seu compromisso com a sustentabilidade e o desenvolvimento rural, promovendo a integração de esforços para um futuro mais sustentável.